A actual instabilidade no preço do petróleo, assim como as reservas cada vez mais diminutas do mesmo, evidenciam a necessidade crescente de encontrar alternativas energéticas viáveis e eficientes. Portugal, um país sem reservas petrolíferas, gás natural, carvão e sem experiência em energia nuclear, encontra-se ainda mais vulnerável a esta instabilidade, sendo directamente afectado pelos constantes aumentos do preço da energia e do combustível.
O crescente investimento que se vem vindo a sentir nas energias renováveis é prova de que, de facto, a aposta neste tipo de fontes “amigas do ambiente” se virá a tornar, cada vez mais, na melhor opção para contornar as limitações que o nosso país apresenta em relação à sua subsistência energética.
O parque solar que, no final deste ano, se encontrará plenamente instalado no Alentejo vem a consolidar o papel pioneiro que Portugal assume, no contexto europeu, em relação à utilização e investimento em fontes de energia limpas. Este parque, que será a maior exploração fotovoltaica do mundo, terá capacidade para abastecer 30 mil lares por ano, gerando electricidade directamente através da luz solar. A exploração, avaliada em 600 milhões de euros, vem em linha com os objectivos ambiciosos do executivo português, que pretende passar a sua quota de energias renováveis, em 2020, para 60%.
É, também, necessário destacar o maior parque eólico da Europa, instalado no norte do nosso país que, para além da componente energética, permitiu a criação de cerca de 1200 postos de trabalho, no fabrico das pás utilizadas para a captação do vento. Novamente no norte, mais precisamente no Porto, está a ser posto em prática o primeiro parque de energia das ondas, único em todo o mundo.
De facto, as energias renováveis assumem-se como a melhor solução face á conjuntura actual. O aumento do preço do petróleo acabou por conduzir a um crescimento da utilização da luz solar, assim como a um aumento da produção da energia fotovoltaica, tornando-se esta mais barata e, consequentemente, mais acessível e competitiva. A “paridade na rede” consolida-se como uma realidade: prevê-se que, daqui a alguns anos, a electricidade produzida pelo sol seja comparativamente igual á comprada á rede, em termos de preço. No nosso país, a aposta na energia solar é explícita, já que em cada nova habitação construída se torna obrigatório instalar painéis solares.
A crise petrolífera da actualidade acaba por oferecer um contributo essencial para a procura de outras alternativas e opções. A nossa dependência externa em relação à energia precisa de uma solução, principalmente agora que estamos completamente expostos à oscilação constante dos preços. Com esta aposta nas novas fontes de energia, para além de aumentarmos a nossa capacidade de produção de energia, poderemos alcançar uma economia com poucas emissões de carbono para a atmosfera. Num contexto globalizado, em que as questões ambientais surgem com cada vez mais relevância, torna-se fulcral a preservação do planeta. São estas preocupações que dão um maior impulso e apoio á exploração destas fontes de energia, não prejudiciais ao ambiente, provenientes de fontes limpas e renováveis. No entanto, seria utópico pensar que só as inquietações levantadas pelos ambientalistas conseguirão levar à completa consolidação das energias renováveis. È essencial apostar nos incentivos, que consigam provar aos empresários que, de facto, as energias renováveis são uma alternativa competitiva em relação às outras fontes energéticas mais poluentes, o que iria mostrar que, no longo-prazo, conseguiriam obter lucros através da utilização das mesmas. Estes lucros assumiriam um carácter não só monetário, como também ambiental.
Assim, o caminho para o desenvolvimento sustentável começa a ser traçado através destas iniciativas que, apesar de serem ainda em pequena escala face às necessidades energéticas do país, se fortalecem como precursoras na revolução tecnológica em busca da preservação do ambiente.
Vera Castro
veracastro24@hotmail.com
O crescente investimento que se vem vindo a sentir nas energias renováveis é prova de que, de facto, a aposta neste tipo de fontes “amigas do ambiente” se virá a tornar, cada vez mais, na melhor opção para contornar as limitações que o nosso país apresenta em relação à sua subsistência energética.
O parque solar que, no final deste ano, se encontrará plenamente instalado no Alentejo vem a consolidar o papel pioneiro que Portugal assume, no contexto europeu, em relação à utilização e investimento em fontes de energia limpas. Este parque, que será a maior exploração fotovoltaica do mundo, terá capacidade para abastecer 30 mil lares por ano, gerando electricidade directamente através da luz solar. A exploração, avaliada em 600 milhões de euros, vem em linha com os objectivos ambiciosos do executivo português, que pretende passar a sua quota de energias renováveis, em 2020, para 60%.
É, também, necessário destacar o maior parque eólico da Europa, instalado no norte do nosso país que, para além da componente energética, permitiu a criação de cerca de 1200 postos de trabalho, no fabrico das pás utilizadas para a captação do vento. Novamente no norte, mais precisamente no Porto, está a ser posto em prática o primeiro parque de energia das ondas, único em todo o mundo.
De facto, as energias renováveis assumem-se como a melhor solução face á conjuntura actual. O aumento do preço do petróleo acabou por conduzir a um crescimento da utilização da luz solar, assim como a um aumento da produção da energia fotovoltaica, tornando-se esta mais barata e, consequentemente, mais acessível e competitiva. A “paridade na rede” consolida-se como uma realidade: prevê-se que, daqui a alguns anos, a electricidade produzida pelo sol seja comparativamente igual á comprada á rede, em termos de preço. No nosso país, a aposta na energia solar é explícita, já que em cada nova habitação construída se torna obrigatório instalar painéis solares.
A crise petrolífera da actualidade acaba por oferecer um contributo essencial para a procura de outras alternativas e opções. A nossa dependência externa em relação à energia precisa de uma solução, principalmente agora que estamos completamente expostos à oscilação constante dos preços. Com esta aposta nas novas fontes de energia, para além de aumentarmos a nossa capacidade de produção de energia, poderemos alcançar uma economia com poucas emissões de carbono para a atmosfera. Num contexto globalizado, em que as questões ambientais surgem com cada vez mais relevância, torna-se fulcral a preservação do planeta. São estas preocupações que dão um maior impulso e apoio á exploração destas fontes de energia, não prejudiciais ao ambiente, provenientes de fontes limpas e renováveis. No entanto, seria utópico pensar que só as inquietações levantadas pelos ambientalistas conseguirão levar à completa consolidação das energias renováveis. È essencial apostar nos incentivos, que consigam provar aos empresários que, de facto, as energias renováveis são uma alternativa competitiva em relação às outras fontes energéticas mais poluentes, o que iria mostrar que, no longo-prazo, conseguiriam obter lucros através da utilização das mesmas. Estes lucros assumiriam um carácter não só monetário, como também ambiental.
Assim, o caminho para o desenvolvimento sustentável começa a ser traçado através destas iniciativas que, apesar de serem ainda em pequena escala face às necessidades energéticas do país, se fortalecem como precursoras na revolução tecnológica em busca da preservação do ambiente.
Vera Castro
veracastro24@hotmail.com
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