sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O ouro como valor refúgio

A crise financeira tem levado os investidores a procurarem bens de refúgio como por exemplo o crude, metais preciosos, matérias-primas, etc.
Na semana passada o ouro seguia para a sua maior queda semanal dos últimos 25 anos, em Londres. Esta queda deu-se em parte pela forte desvalorização do euro face ao dólar, o que desincentivou a procura dos investidores por este bem.
Dos bens de refúgio existentes, um dos mais seguros é o ouro, dado ser um bem de aceitação generalizada, com importância no mercado desde á séculos (chegou a ser moeda em circulação) e ao contrário do crude, a quantidade existente é mais estável.
A descida verificada na semana passada pode ser explicada por diversos factores, sendo três relativamente importantes: a crise financeira mundial, a valorização do dólar face ao euro e a variação do preço das outras matérias-primas.
Verificou-se a 17 de Setembro deste ano, quando os mercados financeiros estavam em plena turbulência, que eram poucos os activos em que os investidores estavam a aplicar o dinheiro. Neste dia o preço do ouro registou a sua maior subida dos últimos oito anos. Esta subida mostra que os investidores estavam avessos ao risco refugiando-se nos metais preciosos, mais precisamente no ouro, para fazer frente á crise do mercado de crédito, que nesta altura se intensificou apesar das várias tentativas para a combater. Assim, em épocas de crise este metal beneficia de um “movimento global” na procura de investimentos seguros.
Assim, o valor refúgio mais seguro, do meu ponto de vista é o ouro, pois a quantidade existente é estável, o que faz com que não sofra (pelo menos directamente) choques de decisões políticas (por exemplo, este tipo de choques é que torna instável o preço do crude). Além disso, é dos produtos com maior facilidade aceitação do mercado. Quando uma matéria-prima desce o seu preço, desincentiva a procura por este bem e atrai a procura de outros, o mesmo acontece com o ouro mas estas variações, do meu ponto de vista, são menos acentuada o que torna este metal mais seguro e consequentemente mais atractivo.

Liliana Soraia Ferreira Vieira
liliana_sfv@hotmail.com
(artigo de opinião)

Eurostat regional yearbook

Eurostat regional yearbook

(título de mensagem de Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008, disponível em Economia Portuguesa)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Como a crise económica em Espanha pode afectar Portugal?

Espanha é um dos países mais afectados pela crise do imobiliário, a par com o Reino Unido, muito por causa da forte subida dos juros e das crescentes restrições na concessão de crédito, e com o encerramento de milhares de mediadoras imobiliárias e com muitas empresas do ramo do imobiliário e da construção a reduzir pessoal, o desemprego no sector está a disparar, e os portugueses que trabalhavam nesse sector apanham por tabela.
Está previsto que a Espanha entre em recessão em 2009, apresentando uma variação negativa de -0,2% no PIB e uma elevada taxa de desemprego, como referi anteriormente. Já Portugal, com as mais recentes previsões de crescimento económico, aponta para uma estagnação da economia.
Portugal pode ver abruptamente diminuídas as suas exportações, o que levará, inevitavelmente, o país para o crescimento negativo. Nos últimos anos o crescimento de Portugal tem apontado, principalmente, na dinâmica das vendas no exterior, de acordo com os dados do INE, em Junho deste ano as exportações portuguesas foram de 3,75 mil milhões de euros, em que Espanha foi responsável por 951 milhões de euros, ou seja, 25% das exportações portuguesas têm como destino Espanha.
Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola afirma “Desde o início do ano, as exportações para Espanha têm crescido a um ritmo de 7 por cento. Este é um fenómeno que não se consegue, para já, explicar”. A grande crise financeira em Espanha até agora não tem afectado as transacções comerciais entre Portugal e Espanha, contudo existem outros sinais preocupantes para a nossa economia, tais como o turismo, uma vez que no ano passado em Portugal entraram quase 2,6 milhões de espanhóis; outro sector afectado é a indústria automóvel, tal como explica Enrique Santos “As vendas de automóveis do outro lado da fronteira caíram cerca de 30% e este é um dos sectores portugueses que mais exportam para Espanha, com a Autoeuropa e as empresas de componentes à frente”; e ainda o facto de em Portugal 1200 empresas terem capital maioritariamente espanhol, em que mais de 80 mil pessoas estão empregadas nessas empresas.
Outros países que estão entre os 10 primeiros mercados de exportações de Portugal são o Reino Unido e os EUA, que estão também à beira da recessão. Uma solução será Portugal apostar nos mercados emergentes que têm apresentado boas taxas de crescimento, como por exemplo a Angola, que se encontra em 4º nos países que mais exportamos.

Isa Martins
(artigo de opinião)

sábado, 25 de outubro de 2008

As “aparentes” e mais actuais “soluções” europeias para a crise!

Actualmente, como todos nós sabemos e presenciámos, estamos perante uma crise a nível global, crise esta que afecta em primeira instância o mercado financeiro, que por sua vez repercute os seus efeitos (nefastos) a todos os níveis.
Em virtude desta eventual crise temos vindo a verificar um esforço, por parte dos governos dos vários países, em encontrar soluções para amenizar os efeitos da recessão que provavelmente se poderá vir a manifestar num muito curto prazo.
Debruçando-nos um pouco sobre a problemática na Europa, temos que os governos europeus declararam estratégias que vão levar a Europa a mobilizar uma verba de quase 15% do PIB europeu.
Quais e como os países contribuem para esta mobilização colossal?
O governo alemão ajuda com um montante de 500 mil milhões de euros.
O Bundesbank (Banco Central alemão) dá garantias para empréstimos interbancários de curto prazo. O valor total previsto é de 400 mil milhões de euros, podendo chegar a, no máximo, 420 mil milhões. Outros 70 mil milhões de euros serão destinados à compra de papéis podres de instituições bancárias. O valor pode ser ampliado em mais 10 mil milhões.
A Espanha anunciou a criação de uma linha de garantia às operações de financiamento entre os bancos no montante de 100 mil milhões de euros. Tendo também um fundo de Tesouro que disporá 50 mil milhões de euros para comprar activos espanhóis aos bancos sedeados no país, facilitando-lhes o acesso a liquidez.
O governo francês prometeu colocar de lado 360 mil milhões de euros. O plano inclui um valor máximo de 320 mil milhões de euros para garantias destinadas a restabelecer a confiança no mercado de crédito interbancário e estimular os empréstimos entre instituições financeiras e de bancos a empresas e pessoas. Estando 40 mil milhões reservados a eventuais entradas no capital das instituições mais fragilizadas.
O governo português para já apenas está a disponibilizar garantias estatais para facilitar a obtenção de empréstimos por parte da banca, no valor de 20 mil milhões de euros.
Em relação ao Reino Unido temos que o valor total do pacote britânico soma 500 mil milhões de libras esterlinas. O Estado destinará 50 mil milhões de libras para comprar acções preferenciais sem direito a voto em oito grandes bancos britânicos. Outros 250 mil milhões de libras esterlinas garantirão novos créditos aos bancos. E ao menos 200 mil milhões de libras serão reservados para dar liquidez ao mercado. A garantia para os depósitos bancários passou de 35 mil para 50 mil libras.
Outros países como Áustria, Bélgica, Eslovénia, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália e a Rússia contribuem para os 15% do PIB que serão mobilizados.
E para quê mobilizar estes 15% do PIB?
Esta mobilização surgida numa minicúpula em Paris, na qual os países europeus tentaram encontrar possíveis soluções para amenizar a crise, tendo como base/objectivos essenciais, a protecção dos seus bancos, salvando os bancos através da injecção de dinheiro, e as garantias para empréstimos interbancários cuja estagnação é uma das principais causas da crise.
Quem irá suportar a mobilização desta verba colossal?
Em virtude de “curar” (leia-se solucionar) as feridas do sector financeiro, esta mobilização será suportada pelas gerações futuras.
Desta forma a crise perpetuar-se-á para um futuro longínquo, mesmo que os países estabeleçam acordos e arranjem soluções aparentemente consistentes e viáveis.

Andreia Patrícia Costa Dias
andreiapcd@portugalmail.pt
(artigo de opinião)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mecanismo de transmissão danificado

Como era previsível, a descida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE), não se reflectiu numa redução das taxas de mercado, antes pelo contrário as taxas – Euribor e Libor- subiram aumentando a sua distância das taxas de referência.
O mecanismo de transmissão das taxas dos bancos centrais às taxas de mercado está seriamente danificado, e a prova disso, foi a confirmação que os juros não baixam, apesar das medidas dos bancos centrais. A política monetária não está a funcionar e a política orçamental está limitada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, pelo que se torna difícil combater esta crise.
As taxas Euribor nunca estiveram tão altas. O perigo não reside neste facto, mas sim, na distância que separa a taxa do BCE da taxa do mercado, isto é, a distância entre a taxa que o BCE empresta dinheiro aos bancos e os juros que os bancos cobram quando emprestam dinheiro entre si, às famílias e empresas. Em Janeiro, a taxa do BCE estava nos 4%,enquanto que a taxa Euribor estava nos 4,6%. Agora a taxa do BCE está nos 3.75% e a taxa Euribor está nos 5,4%, ou seja, a diferença quase que triplicou. Nos Estados Unidos, a situação ainda é mais grave, uma vez que o FED cobra a 1,5% e as taxas de mercado estão nos 4,75%.
O facto pelo qual uma taxa deixou de acompanhar a outra já foi amplamente divulgado: o crédito está congelado, os bancos não emprestam entre si, e os que emprestam cobram prémios de risco muito elevados, tal a desconfiança que está instalada no mercado.
Os bancos centrais estão manietados, os instrumentos que dispõem não põem os mercados a funcionar. Daí o recurso a medidas excepcionais: o FED começou a emprestar directamente às empresas com a decisão de criar um fundo através do qual desconta papel comercial das empresas - está a emprestar directamente às empresas como se fosse um banco comercial. O membro da Comissão Executiva do BCE Lorenzo Bini Smaghi defendeu em entrevista ao Il Sole 24 Ore a fixação administrativa de uma taxa de juro para o crédito às famílias, uma vez que a Euribor deixou de acompanhar a taxa do BCE.
A situação actual é insustentável, e é necessária uma intervenção eficaz de modo a acabar com a injustiça das famílias não estarem a pagar menos pelos seus empréstimos, pois os bancos hoje estão a financiar-se essencialmente no BCE mas continuam a cobrar prestações mensais a taxas de mercado.
Os bancos parecem não ligar às medidas do BCE. A desconfiança é mais forte. Se esta tendência se confirmar e a diferença entre a Euribor e a taxa de juro de referência se mantiver, o papel dos bancos centrais está em xeque. A sua capacidade de influenciar o mercado interbancário e os juros que passam para a economia real pode estar em causa. Jean-Claude Trichet pode ficar na história como o presidente do BCE que marcou o início do fim do sistema financeiro europeu tal como o conhecemos.

Ricardo Jorge Mendes Moreira
(artigo de opinião)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Que futuro para as PME?

Sabemos que com a crise financeira o investimento privado em Portugal tornou-se mais difícil. Por um lado, temos os investidores privados que, devido ao facto de ser mais difícil obter um financiamento bancário não conseguem obter o capital que necessitam, no outro temos os bancos a tentarem minimizar as suas perdas, acautelando a atribuição de créditos, subindo os juros e aumentando exponencialmente os custos de comissões dificultando desta forma o recurso ao mesmo. Esta situação não se deve ao facto de Portugal ter bancos a falir, mas sim devido a um problema de crédito escasso e caro.
Os efeitos da crise manifestam-se já, e de uma forma preocupante, ao nível das PME, sendo que existe mesmo o risco de várias empresas fecharem, num curto espaço de tempo caso não obtenham apoios. Na verdade, são estas que constituem grande parte da indústria portuguesa (cerca de 98%) e, segundo dados do INE, de 2004, existem em Portugal cerca de 292.865 PME, responsáveis por gerarem mais de 75% do emprego e 55% do volume de negócios.
Face a estas perspectivas e com a actual situação financeira, o não auxílio a estas entidades pode levar a menores níveis de emprego e salários, dificultando o crescimento económico não só em Portugal mas também em toda a UE.
Na verdade, as PME têm verificado sérias dificuldades de acesso ao crédito e, mesmo aquelas que já tinham recorrido ao crédito têm visto, devido ao aumento das taxas de juro, e comissões, o encargo com os créditos aumentarem, a sua situação financeira ainda mais difícil.
Uma forma de investimento nestas empresas, para além do financiamento bancário seria, por exemplo a redução da carga fiscal. No entanto, esta medida já foi tomada para alguns casos com a descida do IRC em cinco pontos percentuais, passando de 25% para 12,5% nos primeiros 12.500 € de matéria colectável. Para além do mais, procedeu-se a uma alteração da forma de cálculo do IRC que passará agora a ser dividido em duas partes. De acordo com o Primeiro-ministro, esta medida irá beneficiar cerca de 80% das empresas, uma vez que verão reduzida para metade o esforço para o pagamento desse imposto. Podemos considerar também o anúncio da antecipação do IRC por forma de pagamentos por conta e o apoio ao financiamento de projectos de forma a tornar estas empresas mais competitivas, situação esta que pode levar ao aumento das exportações. Uma outra medida também anunciada pelo Governo foi o alargamento da linha de crédito para as PME, aumentada para 1.000 milhões € a uma taxa abaixo da Euribor (co-financiada pelos fundos comunitários do QREN).
Actualmente, Portugal tem vindo a perder terreno no ranking da competitividade, surgindo no 43º lugar (em 134, recuando 3 lugares) a um nível mundial e no 17º lugar entre os 27 estados membros da UE.
O aumento de algumas matérias-primas essenciais para as linhas de produção é um factor que também pode ser considerado em parte responsável por esta situação. Podemos tomar como exemplo o novo aumento de 8,7% do gás natural que poderá originar situações em que as empresas poderão ficar sem outra alternativa se não reduzir o consumo do mesmo, através de alterações tecnológicas ou alterarem os seus produtos de forma a reduzirem os níveis de consumo. Caso não consigam aplicar alguma destas soluções, uma vez que nem todas as empresas têm capacidade para procederem às mesmas, ficam com duas alternativas: fecharem ou pararem algumas das linhas de produção mais dependentes do gás natural, que poderá ser a solução que se poderá verificar mais vezes.
António Alfaiate, membro da AIP defende que “numa altura em que as dificuldades de acesso ao crédito se têm agravado, como consequência da crise do subprime, em que as empresas se debatem com o agravamento dos custos das matérias-primas e perdem competitividade lá fora, bem como oportunidades de entrada em novos mercados, os apoios ao financiamento são essenciais".

Bruna Isabel Dias da Silva
brunisah@hotmail.com
(artigo de opinião)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

“Endividamento das famílias portuguesas aumenta para 129% do rendimento disponível”

“O endividamento das famílias portuguesas voltou a aumentar em 2007 para 129% do rendimento disponível. Ou seja, as dívidas das famílias superam em 29% os rendimentos auferidos.”
Os dados foram revelados pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de 2007, sendo considerado o valor mais elevado de sempre.
O Relatório de Estabilidade Financeira 2007, revela-nos ainda que "quando avaliada a materialização do risco de crédito em termos do fluxo de créditos que entraram em incumprimento em 2007, observa-se um aumento significativo no caso dos empréstimos a empresas e, no caso dos particulares, uma estabilização num nível semelhante ao do ano anterior e próximo do observado em 2003".
O Banco de Portugal considera que “aumentos adicionais do endividamento tornarão os agentes privados, em particular as famílias, mais vulneráveis a subidas de taxas de juro que acompanharão, em maior ou menor grau, uma recuperação da economia europeia”.
Para evitar situações de incumprimento, foi necessário e essencial uma melhoramento da avaliação do risco de crédito por parte das instituições bancárias. Tendo, neste sentido, o Banco de Portugal aumentado o requisito mínimo de provisões para crédito ao consumo. Como consequência desta medida, o consumo privado tornou-se o motor principal de crescimento da economia portuguesa.
Em Dezembro de 2005, pela primeira vez em 5 anos, o BCE aumentou a taxa de juro de referência na zona euro de 2 para 2,5%, abrindo caminho a um ciclo de possíveis novas subidas no futuro. Uma subida das taxas de juro irá arrefecer o consumo privado. Com uma maior fatia do rendimento das famílias a ser afecta ao serviço da dívida, tanto o consumo como a poupança sairão penalizados. Por outro lado, prevê-se que a ameaça real do desemprego e o indispensável reequilíbrio financeiro das famílias face ao excessivo endividamento irão acentuar a tendência de abrandamento do consumo privado. Desta forma, não se afigura que seja possível que o consumo privado continue a ser o dinamizador principal da economia nacional.
O elevado endividamento das famílias e a reduzida confiança fazem rever em baixa as expectativas das empresas quanto à evolução futura da procura, constituindo um desincentivo ao investimento.
Se por outro lado considerarmos os gastos públicos, sendo que estes estão limitados pelos compromissos do Pacto de Estabilidade e Crescimento, conclui-se que será necessária uma viragem no modelo de crescimento português no sentido de aumentar as exportações.
Será que Portugal consegue promover essa viragem na situação económica que se encontra?
Para promover uma viragem no modelo de crescimento português no sentido de aumentar as exportações, não depende apenas da fomentação de um conjunto de politicas e da promoção de medidas conjunturais. Temos de ter consciência de que vivemos numa “Aldeia Global”, e que a concorrência vinda de Oriente é forte e, como tal, precisamos de repensar nos próximos passos a dar. Para combatermos a forte concorrência, temos de facto que alterar o nosso modelo de crescimento. Por isso torna-se essencial um aumento da produtividade.
Tendo em conta o agravamento do desequilíbrio externo, para esta situação difícil de Portugal, é necessário frisar que, se o país não aumentar a produção de bens e serviços transaccionáveis, o endividamento para com o exterior, pode tornar-se insuportável. Se baixarmos os braços, não só não temos crescimento económico, como o nosso endividamento para com o exterior pode atingir situações insustentáveis.
Perante estes dados poderá Portugal escapar á conjuntura internacional global?
A situação económica actual está-se a degradar por diversas razões, sendo algumas delas de origem exógena, nomeadamente o caso do aumento do preço dos combustíveis, das taxas de juro, além das limitações ao crédito, que está cada vez mais insustentável com a crise financeira internacional. Tudo isso são factores que estão a afectar a conjuntura portuguesa, designadamente a produção e o emprego.
Perante este nível de endividamento, esta subida, aliada à sobrevalorização do euro, agrava o défice da balança comercial e a dependência do País. Será mais difícil fazer face ao desemprego, à precariedade, aos baixos salários e à subida generalizada dos preços, tendo em conta que o nível de endividamento atinge, 129% do rendimento disponível das famílias portuguesas.

Sílvia Tatiana de Sousa Pais
tatianapais88@hotmail.com
(artigo de opinião)