domingo, 21 de dezembro de 2008

Investimento Publico - será esse o caminho a seguir?

O Primeiro-ministro, José Sócrates acha que o investimento público, as grandes obras vão ajudar na crise mas muitos economistas não partilham da mesma opinião, eles pensam que esses investimentos deviam alguns cancelados, outros atrasados pois não irão ajudar a atenuar a crise que se vai começar a fazer sentir cada vez mais, estes investimentos correm o risco de potenciar ainda mais o sentimento com que se vive hoje dia, a maioria desse investimento não seria investir em Portugal, mas sim investir no estrangeiro isto é iria acontecer um aumento das importações pois iriam afectar empresas importadores e não exportadoras, a grande maioria dessas empresas corre sérios riscos com a falta de credito e pouco investimento nos seus negócios, é necessário fomentar as empresas que exportam que criam mais-valias para Portugal e o seu crescimento. Este investimento público é também um perigo a nível da nossa divida, cada ano que passa e maior brevemente ninguém nos empresta dinheiro e não interessando em nada o motivo principal que levou a salvação do BPP e BPN. A grande sorte de Portugal é estar incluído numa zona económica, a UE, que lhe da um certo grau de manobra pois não ajuda deixar cair um pais, como não ajudava ao governo deixar cair o BPN. É necessário combater o proteccionismo do emprego, é necessário investir nas nossas vantagens comparativas, aumentar a nossa competitividade e exportar mais, agora que não temos a politica monetária ao nosso dispor temos que seguir pela politica orçamental investir em ID, educação de forma a mudar o rumo da economia portuguesa, é o caminho indicado, não temos as vantagens que as novas economias emergentes possuem, somos um pais pequeno mas um pais capaz temos que aproveitar e capitalizar o ''Império Português'' de oportunidades, que cada dia que passa vê o seu leque reduzido, o Mundo está cheio de bons exemplos, não precisamos de os copiar ou recriar, somos aventureiros desde a nossa criação, por isso inventemos as nossas oportunidades não podemos e cair nos mesmos erros do passado.

José Ferraz
jotahh@gmail.com
(artigo de opinião)

Portugal, a relação entre a economia e a sua sociedade

Palmas para a falsificação das estatísticas da Educação;
Palmas para o Investimento Publico;
Palmas para o Magalhães;
É este o som que normalmente se houve em Portugal após cada anúncio de medidas por parte do Governo Português. Vamos parar com o cinismo dos programas políticos, vangloriar-se porque 600 mil Portugueses de um momento para o outro deixaram de ser "iletrados" para serem leigos em várias matérias através do projecto Novas Oportunidades, de um momento para o outro são capazes de desenvolver projectos e passam a ter uma certificação académica como de nada se trata-se e assim de um momento para o outro se volta a "falsificar" as estatísticas da educação em Portugal, temos que ter noção que apesar de termos 7% de analfabetismo ainda, já não somos assim tão atrasados a nível educativo, é necessário políticas serias para aumentar o nosso capital humano. Vamos parar com o cinismo do investimento publico, deixar de esbanjar dinheiro a sorte em projectos que na sua maioria não são dignos sequer de ser intitulados de tal, vamos preocupar com as diferenças que são visíveis quando se olha para os números das NUTS que mostram o Portugal real, vamos olhar para ideias e empresas de qualidade, não precisamos de continuar atirar dinheiro na tentativa de resolver o problema criado por essa mesma oferta desmedida de moeda e facilitação de fundos.
Em Portugal existe capital humano de qualidade, sempre houve e sempre haverá. Do meu ponto de vista o problema de não estarmos hoje em dia numa melhor posição no "ranking" de países a nível mundial está apenas relacionado com algo intrínseco a nossa sociedade que persiste de há vários séculos para cá, onde o poder, o facilitismo e a corrupção são bem vistos pela generalidade dos portugueses, uma percentagem enorme da população a assumir que se deixava corromper ou corrompia se necessário, isto cria um grave problema, principalmente a nível politico onde o Governo já não é visto como uma entidade benevolente que actua no melhor interesse da sociedade e dos seus cidadãos, preocupado com a maximização do bem-estar social, mas é sim uma entidade com interesses e objectivos próprios que procura alcançar como por exemplo a sua manutenção no poder por mais tempo submetendo assim o país à politicas económicas sem eficiência, como algumas das apresentadas no ultimo orçamento de estado, tentando afectar hoje a economia sabendo que qualquer das suas politicas e investimentos não irão ter efeitos imediatos, a inconsistência temporal esta presente principalmente em termos de crise.
No entanto penso que é em tempos de crise que é necessário tomar decisões sólidas a nível macroeconómico, ajudar os visionários, melhorar a educação pois e em tempos de crise que fornece a uma economia a possibilidade de ressurgir numa posição bem melhor que a anterior como aconteceu no Brasil com gravíssimos problemas no passado e hoje uma das maiores e principais economias a nível mundial.
Vamos aproveitar os recursos, as nossas vantagens comparativas, não fazer como no passado e gastar os 53 mil milhões vindos dos fundos europeus em mais obras publicas e projectos empresariais de carácter duvidoso, é necessário continuar a investir em ID, aumentar o nosso capital humano, a nossa sociedade não se pode mais refugiar no velho lema "ignorância e uma bênção", existe muito que podemos fazer aqui ficam alguns pontos dignos de nota, vamos aproveitar a nossa posição geográfica, desde do inicio do nosso pais que fomos empreendedores e descobridores, como e possível não possuirmos um grande porto de qualidade mundial, pensar novamente nos grandes investimentos públicos, o nosso défice já se torna incomportável, será mais divida a solução?
Muitos desses investimentos não irão para mãos portuguesas, vão fugir da nossa economia para fora piorando mais a nossa situação, temos q ser responsáveis ao contrário dos nossos pais, pois somos nos que pagamos os erros dos passado e estamos a fazer o mesmo aos nossos filhos deixando Portugal ainda numa situação mais degrada que se encontra hoje.

José Ferraz
jotahh@gmail.com
(artigo de opinião)

Uma catástrofe maior do que a que vivemos

O departamento de Oceanografia da NASA (agência espacial dos Estados Unidos) traçou recentemente um cenário preocupante para os oceanos. Foi descoberto que o nível de águas está a aumentar mais rapidamente do que era previsto em 2002. Quais serão as consequências de tal aumento? Qual será o futuro das cidades costeiras? Qual será o impacto económico desta subida dos oceanos? São algumas das questões que muitos economistas e cientistas colocam cada vez mais.

Em apenas uma década os cientistas mudaram muito a sua maneira de ver o mundo, pois começaram a olhar com receito a subida do nível médio dos oceanos. Esta subida tem repercussões enormes na economia global, pois tal subida representa um aumento do risco das cidades costeiras e dos países que se situam abaixo do nível médio dos oceanos (países baixos por exemplo) de sofrerem graves catástrofes naturais, pois embora a subida de um centímetro possa parecer pouco, tal subida representa em termos reais uma diminuição em todo o mundo de um metro da zona costeira. Ora se as melhores previsões indicam que o nível médio dos oceanos subirá entre onze centímetros e setenta e sete, então já se tem a ideia de quanto a superfície terrestre mudará. Tal mudança significa vários problemas, nomeadamente nas zonas costeiras que vivem essencialmente da pesca, do comércio, da agricultura e do turismo. Mesmo as zonas interiores também sofrerão com esta subida, visto que dependem em muito das zonas costeiras para importar e exportar.
Recentes estudos da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) indicam que a subida do nível médio dos oceanos trará para todo o mundo um custo financeiro na ordem dos 35.000 mil milhões de dólares por ano, sendo que actualmente já representa um custo de aproximadamente de 400 mil milhões de dólares por ano. Este estudo, que se baseia na subida dos oceanos em metro e meio em 2070, só vem alertar mais uma vez para o problema financeiro que a humanidade terá que enfrentar, e que cada dia se agrava mais.
O que aconteceu em Nova Orleães em 2005 não é um acaso dos tempos, é um exemplo do que está para acontecer num futuro próximo a muitas outras cidades em risco de inundação se persistir esta inércia socioeconómica sobre a implementação de medidas de arrefecimento global.
Dentro deste estudo, também está referido que Lisboa e Porto não sofrerão tanto como outras cidades europeias, pois numa escala de zero a cem, Lisboa é classificada com risco “zero” e o Porto com risco dois sendo que Viena destaca-se pela negativa na classificação do relatório. A concentração de riscos nas grandes cidades Europeias indica a urgência de criar regras de planeamento e de defesa contra esta nova realidade mundial.
Em suma, Portugal e a Europa correm grandes riscos com esta subida do nível dos oceanos, devem por isso implementar leis e regras de planeamento urbanístico de maneira a precaver futuras transformações costeiras. O que está em jogo não é só a economia, mas também a sobrevivência de muitas vidas.

Classificação JEL: Q51
Palavras-chave: nível dos oceanos, efeitos socioeconómicos, desastres naturais.

Jorge Mariz
(artigo de opinião)

O desespero da escravidão

Parece que finalmente algo fez abrandar a corrida galopante do crescimento chinês. Nem a grande indústria de brinquedos vai salvar o Natal asiático. As exportações estão a cair a pique e os stocks vão-se acumulando. As fábricas começam a fechar, e o receio da falta de trabalho que antes era apenas mito, começa a tornar-se realidade. As altíssimas taxas de êxodo rural chinês estão agora a tornar-se um problema. A oferta de mão-de-obra ultrapassa a procura, e a falta de protecção social, tais como subsídio de desemprego, nada tem ajudado a esta situação.
O governo já anunciou, entre várias medidas, a desvalorização do Yuan, mas não se cura uma pneumonia com uma aspirina. Actualmente, o aumento da competitividade via taxa de câmbio é questionável. Isto porque, se a China é o maior importador Mundial de matérias-primas, e a sua dependência energética é elevada, uma desvalorização da moeda vai levar ao aumento do preço dos inputs e esta consequência vai-se reflectir no preço dos outputs finais. Por isso o trade-off entre os benéficos e malefícios desta acção pode ser questionável. Por outro lado, a principal causa da queda das exportações chinesas é a crise financeira mundial (o excesso de endividamento), e não o surgimento de um rival directo que pratique preços mais baixos.
Outras economias emergentes estão a sentir na pele os efeitos da actual crise (ex. Brasil). Quando o crescimento está maioritariamente dependente do exterior, e ocorre sem ser planeado, catástrofes podem acontecer. Assim, é de temer o bem-estar das pessoas destes países que, quando vêm a sua situação económica a melhorar, têm a tendência de se endividarem. O problema é que quando a conjuntura se inverte, a distorção do consumo de bens futuros sente-se na pele, e os rendimentos não crescem tanto como se esperava.
O futuro que se aproxima é quase invisível. Como é a primeira vez que surgiu uma crise deste género, as previsões económicas são, de certo modo, incertas. No entanto, o que não é incerto, são as dificuldades que as pessoas com menos rendimentos sofrem no dia-a-dia. Estes indivíduos estão menos protegidos a este abrandamento global, e assim, os governos de cada país deviam preocupar-se mais em criar métodos que as protejam melhor das garras afiadas do sistema financeiro.

Liliana Soraia Ferreira Vieira
liliana_sfv@hotmail.com
(artigo de opinião)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Is Latvia in the same situation of Portugal?

Risk to stack in the recession for many years enlarge enforced externals and delay by reforms, however in contradistinction to Portugal Latvia’s plus is higher educated labour.
Economic rate is increasing after joining European Union (EU) after what follow inadequate wage increase for labour productivity. As a result exporters suffer and country loses their positions against Asian producers. Government in place to apply for structural economic reform, increases expenditures: budget deficit, National debt and inflation increase. That is facts about Portugal however for Latvia that is like warning, because now when the growth of gross domestic product (GDP) is almost in the same level and it will be smaller then in Portugal in future. That is risk also for Latvia to stack in the recession for a long time.
[...]
Portugal by their self basically creates Portuguese fundamental economic problems. Those problems are: huge current account deficit, large governmental, household and enterprise debt amount as well as competitiveness disadvantage. In 2007 Portuguese budget deficit was 3% from GDP. This year that could decline till 2,4%. Concerning the growth rates, they are the lowest in EU and even in all Europe – in period from 2004- 2008 the real growth of Portugal GDP has been only 1.4%. By the side Portugal is in better position than Latvia because Portuguese economic problems have internal character and Portugal more or less can control those problems but Latvian economic problems have external character and those are impossible to control.
The main reason for Portuguese sluggish problem is that government did not realize exhaustive and deep structural reforms in time. Has Latvia already have realized them? Certainly NO. Still labour productivity is low, number of employees in state administration does not decrease and there is no mechanism for export support.
Portuguese economical history is similar to Latvia: low credit level, crediting boom, soaring wages, inflation and competitiveness disadvantage. But there is one difference between Portugal and Latvia. Latvia has a greater education rate, which could help country to get out of stagnation faster (if Latvia will decline till that).

Martins Freidenfelds
martking@inbox.lv
(artigo de opinião)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Construção em Portugal: uma indústria importante para todos

A indústria da construção de Portugal tal como acontece noutros países tem grande importância no equilíbrio da economia nacional A construção é uma actividade económica com especificidades próprias sendo a sua principal característica a diversidade. O sector da Construção Civil e Obras Públicas é muito diferenciado de outros não só ao nível de produção como ao nível de mercado de trabalho.
Trata-se de um sector que apresenta uma cadeia de valor muito extensa porque recorre a uma ampla rede de inputs, proporciona o aparecimento de externalidades positivas às restantes actividades e gera efeitos multiplicadores significativos a montante e a jusante nas empresas de materiais, de equipamentos de construção e de serviços. A diferenciação deste sector passa por uma grande diversidade de clientes, operações produtivas e tecnologias, de projectos, produtos, e de unidades produtivas.
Assim, a actividade da construção tem um importante impacto sobre o Emprego, ao ponto de se estimar que cada emprego directo criado pelo Sector da Construção gera 3 postos de trabalho no conjunto da economia.
A procura dirigida a este sector depende directamente do grau de desenvolvimento da economia, da conjuntura económica e do montante das despesas públicas, ou seja, mais do que, em qualquer outro sector de actividade, a sua evolução depende do montante e das fases de investimentos noutros sectores e sendo uma actividade pro-cíclica, ou seja, expansões mais marcadas que a economia global em fases positivas do ciclo e recessões mais profundas em períodos negativos, a sua dinâmica é considerada como indicador de uma economia.
Durante as últimas décadas o sector apresentou um forte dinamismo especialmente impulsionado pelos fundos estruturais de desenvolvimento da UE que promoviam grandes obras como auto-estradas, pontes, metro e ferrovias e a própria Expo 98 isto até finais de 2002 ano em que se iniciam quebras persistentes de produção. Não obstante, continua a tratar-se de um sector com forte peso na economia portuguesa, representando, de acordo com dados fornecidos pelo INE 10,8% do emprego.
Face ao decréscimo da actividade registado nos últimos anos e à forte concorrência a que se assiste no mercado interno, as empresas têm apostado no mercado externo ao mesmo tempo que procuram tornar-se mais competitivas não só através do controlo de custos, mas também aumentando a sua capacidade adaptativa.
Relativamente à estagnação do desenvolvimento do sector importa combater as suas condicionantes: a sobrelotação do tecido empresarial e a forte concorrência. Para além destes factores, ressaltam ainda a muita burocracia e fiscalidade, como também a fraca qualificação da mão-de-obra. Uma das mais importantes estratégias, para um desenvolvimento sustentável do sector, seria contratar mão-de-obra mais especializada, ou facilitar a formação dos trabalhadores uma vez que uma parte significativa dos trabalhadores afectos a este sector não tem a escolaridade obrigatória, e também adoptar uma estratégia de downsizing tentando construir uma organização o mais eficiente e capaz possível racionalizando ao máximo os investimentos pois num contexto de crise de financeira e, sobretudo de confiança, só os mais ávidos e racionais conseguem progredir.
Portugal foi em Novembro um dos principais responsáveis pelo recuo na produção da construção civil no âmbito da União Europeia. De acordo com o Eurostat, o país registou um retrocesso de 2,8%. Uma desaceleração significativa, ainda mais quando em Outubro tinha sido o país onde se verificou o maior crescimento 5,1%, bem acima dos 0,3% na UE.
Apesar do cenário negativo, as associações sectoriais portuguesas que acreditam ser possível durante 2009 inverter a situação do sector da construção graças aos investimentos previstos no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) 2007-2013.

Carlos Cerqueira
(artigo de opinião)

Investigação e Desenvolvimento

O Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional, operação de periodicidade bienal desde 1982, constitui a base de informação estatística oficial sobre recursos humanos e financeiros afectos a actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Portugal. Entendem-se por actividades de I&D os trabalhos criativos prosseguidos de forma sistemática, com vista a aumentar o conjunto dos conhecimentos, incluindo o conhecimento do homem, da cultura e da sociedade, bem como a utilização desse conjunto de conhecimentos em novas aplicações (definição constante no Inquérito referido, citando Frascati, 2002). Este estudo a nível nacional revela-se bastante pertinente, pois permite conhecer o desenvolvimento das políticas de investigação adoptadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, bem como comparar os resultados com os restantes Estados-membros da União Europeia.
O Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional 2007 apresenta resultados surpreendentes, ainda que provisórios. Pela primeira vez na história do nosso país a despesa das empresas portuguesas em I&D foi superior à do Estado, 0,61% do PIB contra 0,57%, respectivamente, correspondendo a 51% da despesa total. A despesa em I&D no sector da energia cresceu 80 vezes entre 2005 e 2007, nas comunicações a despesa foi 7 vezes maior, na indústria automóvel e nos serviços de informática 6 vezes e nos serviços financeiros e seguros 7 vezes. O número de investigadores, nas empresas, mais do que duplicou no mesmo período, as empresas com actividades de I&D passaram de 930 para 1500 e as publicações científicas nacionais referenciadas internacionalmente aumentaram 25%, sendo que destas, as da área de medicina cresceram 402%.
Portugal apresentou o melhor resultado entre os 27 Estados-membros, com uma taxa de crescimento total em I&D de 46%, muito acima da média da União Europeia dos 15 que foi apenas de 1%.
A tendência parece ser de convergência com a União Europeia. A despesa em I&D é, agora, superior à da Itália (1,1%), e quase igual à da Espanha (1,22%) e Irlanda (1,31%),
Tendo em conta que nos encontramos tão próximos da Espanha ao nível da investigação é inevitável que cooperações como o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia se repitam. Este género de cooperações parece ser uma adequada resposta à competição internacional que Portugal enfrentará, agora que se aproxima da tendência europeia.
Em tempos de crise os resultados apresentados são animadores, no entanto é possível fazer mais e melhor. Esta avaliação deverá fomentar a melhoria e o reforço das políticas de investigação, no sentido de tornar cada vez maior o peso das despesas das empresas em I&D, através, por exemplo, de incentivos fiscais.
Espera-se, pois, que a tendência apresentada se mantenha e que num futuro breve Portugal esteja entre os países de topo no que concerne à I&D.

Os resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional 2007 estão disponíveis no site oficial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Sónia Pires
a49283@alunos.uminho.pt
(artigo de opinião)