quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A carga fiscal sobre a economia portuguesa

Segundo dados do INE (Estatísticas da Receitas Fiscais 1995 – 2011), a carga fiscal em 2011 atingiu os 33,2% do PIB. Quando nos remetemos para uma situação mais recente, vemos que, após o anúncio do Vice-primeiro-ministro, em Setembro, este indicador será muito mais elevado devido aos constantes falhanços das metas do défice orçamental que os 3 partidos políticos “do arco da governação” assinaram com a Troika.
            Assim, um terço do PIB no ano de 2011, foi o esforço fiscal que as famílias e as empresas fizeram, que, por sinal, foi em vão. Este foi o registo mais elevado desde 1995, que foi evoluindo principalmente á custa do aumento dos impostos directos, do IRS e do IRC. Nem em anos como 2009 ou 2011 a carga fiscal ultrapassou os 33% do PIB. Portanto, somente para manter um determinado nível de receita, os impostos aumentam significativamente, porque o PIB diminui expressivamente. O cerne da questão é de que o aumento de impostos tira uma parte considerável do rendimento líquido à generalidade dos portugueses. E esta perca de rendimento “afunda” ainda mais a economia e, na prática, diminui a receita fiscal do Estado. Por outro lado, uma questão importante parte do principio de que sempre que a política fiscal é mudada (e com tanta frequência) afasta-se a possibilidade de atracção de investimento estrangeiro produtivo, que tão desesperadamente necessitamos neste momento. 
            O mais estranho, na minha opinião, é de que, ainda assim, Portugal (31,2%) encontra-se abaixo da média europeia, que se situava em 2010, nos 38,5% do PIB. Esta é uma situação aberrante e demonstra o modo desenfreado de como a política económica da União Europeia, em particular a política fiscal, é conduzida para a destruição de qualquer hipótese de recuperação económica num futuro próximo. Denota-se uma certa anomalia quando os países da Europa de Leste são aqueles que apresentam menos carga fiscal, e, de certa forma, passam ao lado da crise económico-financeira e da austeridade da Grécia, de Portugal, da Irlanda e da Espanha. Em primeiro lugar, estava a Dinamarca com 47,6% do PIB representado em carga fiscal. Este país é acompanhado por outros países nórdicos, usualmente considerados como eficientes e um exemplo económico para os restantes países europeus. Portanto, estão aqui patentes casos estranhos de compreender, na medida em que se assiste a situações muito díspares na União Europeia, que contribuem para resultados algo atípicos para um cidadão comum compreender. 
            Como já vem sendo hábito, está previsto mais um pacote de austeridade em cima das austeridades anteriores, e, como é de esperar, os impostos irão aumentar mais para as famílias e as empresas. Por ventura, talvez não chegaremos a atingir a média da União Europeia a 27 na vigência das políticas de austeridade, no entanto, a “asfixia” que a carga fiscal provoca na economia portuguesa não será aliviada nem no curto nem no médio prazo. A única solução, parece-me a mim, que é coordenar verdadeiramente a política económica (e particularmente a fiscal) ao nível da União Europeia, para que as economias mais frágeis e mais sobrecarregadas de impostos tenham a oportunidade de ter taxas de crescimento satisfatórias e sustentáveis para dinamizar a economia, criar emprego, sustentar um nível de impostos realista e eficiente, e, por fim, pagar aos credores o que devemos.

Ana Luísa Araújo Rodrigues

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

sábado, 26 de outubro de 2013

A crise financeira nacional e o declínio económico na Europa

Desde o 25 de Abril, o Estado Português foi crescendo e gastando cada vez mais. O Estado habituou-se a uma subida de gastos permanente. Quando o euro chegou, devido aos juros baixos, também os particulares começaram a gastar e começaram a fazer uma vida regalada com o dinheiro emprestado. Mantivemos um padrão de vida que não correspondia àquilo que nós próprios produzíamos.
A soma desses dois endividamentos foi galopando de uma forma extremamente rápida. A crise internacional de 2008 antecipou o grave problema português, porque trouxe mais dificuldades, para além das que seriam normais.
A crise do euro tem origens profundas. Ela é resultado do arrefecimento das economias, quer da zona euro quer dos Estados Unidos. Estes dez últimos anos mostram a decadência da Europa. Entre 2001 e 2010, a zona euro, no total, cresceu 1,1 por cento anualmente. Os países desenvolvidos do Ocidente, incluindo os Estados Unidos, na primeira década do século XXI, exibiram economias que vieram a arrefecer, devido à desindustrialização,  e é por isso que temos taxas de desemprego elevadas, salários baixos e um empobrecimento geral das sociedades.
Nestes trinta anos, com a liberalização do comércio, as mercadorias passaram a circular livremente entre países. Por conseguinte, passou a ser possível deslocar os capitais para o outro lado do mundo – se uma empresa não dá resultado em Portugal porque a mão-de-obra é cara, desloca os seus capitais e vai para um sítio onde a mão-de-obra é mais barata. Estamos perto de uma estagnação muito prolongada, o que fará com que os salários continuem baixos e o desemprego elevado. Este cenário contrasta com a Europa de há trinta ou de há quarenta anos, quando a economia era muito próspera e crescia seis ou sete por cento, em média.
Todos os anos produzimos menos do que no ano anterior, portanto, não vai existir riqueza para pagar os juros e reembolsar aos credores. A técnica do Estado de ‘injetar’ dinheiro na economia fez com que a despesa pública atingisse 50 por cento do produto. Num contexto de economia aberta, a despesa pública não conseguiu estimular a economia. Quando a despesa pública se traduz num aumento do consumo de importações pelos particulares, esses recursos abandonam a economia nacional. A solução passa por tentar fazer com que os países produzam aquilo de que precisam.
A classe política dirigente falhou, uma vez que não cuidou da economia, assistindo ao abandono da agricultura e à desindustrialização. A economia está em declínio e é incapaz de suportar os gastos do Estado. A redução de salários, a perda de ‘direitos adquiridos’ e o definhamento das indústrias serão as consequências mais diretas do colapso das economias ocidentais.
Os nossos credores olham para nós com a desconfiança de que sejamos capazes de os reembolsar. Estamos, agora, dependentes de terceiros e não poderemos perder esta oportunidade para recolocar o país no caminho que se impõe.

 Maria Luísa Araújo Alves

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Estará o contrato social entre gerações em risco?

As três grandes ameaças ao Estado social são a fragilidade económica, o endividamento e o universo de pessoas dependentes do Estado. Os pensionistas da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações somam quase três milhões e meio de portugueses. Por ano, a despesa da Segurança Social representa cerca de 20 por cento do produto, o que representa um cenário insustentável. 
O modelo de Estado Social foi criado para servir uma sociedade diferente, com uma estrutura etária muito nova, na qual existia como que um contrato entre gerações: as pessoas ativas estariam a trabalhar e a descontar para os reformados, que eram poucos, supondo que, quando aquelas se reformassem outros fariam o mesmo por elas. Ora, o que acontece é que as gerações seguintes começaram a ser cada vez menos numerosas e as pessoas idosas começaram a ser cada vez mais numerosas. O problema reside na incapacidade das sociedades se adaptarem a esta alteração nas estruturas etárias. 
No nosso país, cerca de 18 por cento da população é considerada pobre. Se não fossem as transferências e as pensões da Segurança Social, este valor aumentaria para 41 por cento, o que reflete a sua importância. 
A sustentabilidade da Segurança Social está diretamente relacionada com o desempenho da economia. Como Portugal se encontra em estagnação há uma década, é impossível realizar uma maior e melhor distribuição da riqueza, uma vez que não a criamos. Além disso, como se tem verificado um aumento da esperança de vida, as pessoas recebem por mais tempo as suas pensões, o que agrava a despesa da Segurança Social. Por outro lado, a natalidade tem vindo a diminuir. Em conjunto, estas duas variáveis, geram uma proporção desfavorável entre os que contribuem e os que beneficiam. Outro aspecto importante a considerar é o nível de desemprego. O número de pessoas que contribui para a Segurança Social tem diminuído devido ao aumento da taxa de desemprego, mas, por outro lado, as prestações de desemprego têm aumentado.
Como não há dinheiro para tudo, devido à estagnação da economia, determinados cortes terão de ser feitos. Mais tarde ou mais cedo, devido à falta de dinheiro, estas pensões terão de passar a ser dadas às pessoas que provem que têm insuficiência de recursos.
Outro aspecto importante a ter em consideração é a pensão máxima. Em Portugal, esta chega aos cerca de setenta por cento, em termos líquidos. Na Alemanha, por exemplo, não ultrapassa os cinquenta por cento. A existência de um tecto máximo para os descontos tem sido uma medida discutida pelo atual governo. 
A todos estes factores acresce o problema da idade ser utilizada como um critério de valor social. As pessoas, a partir de uma certa idade, deixam de ter qualquer relação com o mundo laboral e a sociedade dá-se ao luxo de dispensar esse conjunto cada vez mais volumoso de indivíduos, por uma questão de idade e não de competência ou mérito. 
O Estado Social tem sido enfraquecido pela economia e pela demografia. Além disso, a ideia de que o Estado tudo assegurava fez com que as pessoas se endividassem e consumissem em excesso, esquecendo-se de poupar. 
A sustentabilidade da Segurança Social só é alcançada através de um aumento brutal das contribuições, o que ninguém conseguirá aguentar, causando maior deterioração da atividade económica.
Do ponto de vista ideal, é necessário que o aumento da produtividade compense o efeito adverso da demografia: as pessoas que trabalham têm que gerar mais riqueza, compensando a proporção desfavorável originada pelo aumento da esperança de vida e da diminuição da natalidade. 
Estamos numa situação dramática. Com esta economia frágil, com a não negligenciável parte da população que o Estado sustenta, com as finanças públicas hipotecadas, é preciso alertar os idosos e as pessoas de meia-idade que, com o sistema que existe e com a economia que temos, não vão ter o apoio do Estado.

Maria Luísa Araújo Alves

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Causes of the Lithuanian financial crisis and emigration

Reasons and circumstances of economic crisis in different countries in different periods are different. The diversity of the economic and financial environment, economic characteristics and economic policy objectives determines the different measures need to overcome the crisis. In my essay, I will present some main causes of Lithuania economic crisis and one of economic crisis consequences – emigration.
The main reasons of economic crisis in Lithuania were the negative tendencies in the real estate market, irresponsible economic policy of the Government and adverse situation in the international markets. 2004-2007 were years of fast economic growth in Lithuania, as well as in other Baltic countries. Decreasing unemployment, increasing income, hard currency and financial support of the EU were the main factors of growth which were unprecedented in postwar Europe. 
Guided by hopes, both enterprises and households began borrowing for business ever more and, all the more, the banks granted loans with engaging interest. The largest share of loans received by a household were aimed at the real estate market. According to the data of the Bank of Lithuania, the volume of loans to acquire lodgings has grown from ltl 50 million in 2004 up to ltl 720 million in 2007. Such an expansion of credit had decisive influence to form a ‘bubble’ in the lithuanian real estate market. 
However, the above mentioned import increase was not equivalent to an adequate export increase and the balance of foreign trade was in deficit up to 2009. In such a situation, economic growth was feasible only by borrowing in the international financial market. Constant foreign trade deficit also determined the growth of the current account deficit. In line with the data of the Bank of lithuania, the curent account deficit in lithuania has grown by almost 300%, from 2004 to 2007, and exceeded ltl 14 billion. 
Despite rather high growth rates of GDP of the country, year after year budget expenditure exceeded receipts income. Though, the budget deficit before the crisis was not so high. Under the conditions of fast economic growth, it increases overheat  the economy. On the other hand, the constant budget deficit increased the country’s debt, which is unacceptable under the conditions of the economic growth.
Also, we can found other opinion and rational of recession because, since Lithuania joined the EU in 2004, there were important changes in the immigration situation, due to increasing number of immigrants from third country nationals. The analysis of the structure of immigration reveals that Russians, Ukrainians, and Belarusians compose the majority of foreigners arriving in Lithuania. The rising flow of immigration in Lithuania during the last years is mainly caused by the growing extent of repatriating Lithuanians. It is determined by the on-going global economic and social processes, such as recession, rising unemployment, and the attitude towards immigrants in the former residences of repatriated Lithuanians. 
Lithuanian financial crisies caused one the most biggest problem – emigration from country. After Lithuania joined European Union, emigration became a big problem in the country. Mostly, common emigrants are young people (20 – 29). Data, taken from Lithuania’s statistics department, shows that 40, 5% of all emigrants in 2010 were young people. Total amount is 33 600. This number turns danger for a country with a population of approximately 3 million habitants. What is even worse – 60% of young people wish to emigrate.
This problem intensifies during financial crisis: lack of jobs and low salaries are the main reasons. Because of this, people don’t feel the motivation to work in Lithuania and decide to emigrate in order to get financial independence. 
While liberalisation processes of the international labour market are in progress, Lithuania encounters not only emigration but also a very relevant “brain drain” problem. It is about specialists of various fields unable to find work environment where they could self-actualise. Therefore, they leave the country. The Lithuanian intellectual capital diminishes, accordingly. 
After creating a well-planned national strategy, educated Lithuanian scientists in the West could and should become one of the driving forces of restoring and developing the Lithuanian science. The reason of brain drain is not only the general economic lag of Lithuania. Brain drain is also encouraged by the flaws of the Lithuanian science and education systems, that is, their severe and long-lasting problems. Analyses conducted by the World Bank show that Lithuania is among the countries with the least science production and innovations, even compared to Central and Eastern European countries. One of the most important factors leading to brain drain is the position of the Lithuanian Government towards education. Investments in education are ineffective. Young people don't want to pay for education in Lithuanian universities. Because after graduation most part of young people can not find job in their specific, they don't want to work for a minimum wage and pay just monthly bills. So, they choose better move to foreign and gain education there.
Government try to solve this huge migration problem and attract young to stay in their home country, but with the intention to reduce the extent of emigration, long-term state policy should be directed towards the improvement of the quality of human resources, creating a beneficial business environment, and ensuring stable macroeconomics. The complex emigration reduction strategy needs to include the following measures: revival of agriculture and production, which will help creating more jobs and increase income for the national budget; promotion of economic development and increase of occupation, reduction of taxes, elimination of corruption, formation of clear professional career models; reformation of higher education, healthcare and demographical policy.

Agne Sipaviciute 

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

UNEMPLOYMENT IN GREECE

It is well known that especially these years of economic crisis are being the most difficult for Greece. And this situation is not going to finish in the nearest term. It needs time and effective decisions of Greece government and the European Union Commission (including all countries) help . One of the biggest problems today is unemployment. The unemployed are people able, available and willing to work at the going wage rate but cannot find a job, despite an active search for work.
2012 was a momentous year for Greece and for the Euro zone. The country managed to keep the euro and fears of the country immediate bankruptcy have receded. But is Greece over the worst? A Greek government spokesman, Simos Kedikoglou, in one interview, said: "Greece is over the worst of it. But it is not over yet. We still have things to do. Our first battle for our government was in June and the climate was very, very negative. I would say that we were practically out of the Euro zone, but we managed to win the first battle, the battle for the Euro zone. Now is the second battle, the battle against unemployment. Because unemployment in Greece has risen to levels nobody can imagine". 
The first two rounds of bailout funding for Greece have been doled out in small parcels upon completion of various spending cuts, tax hikes, and layoffs required under the rescue plans. During 2006-2008 years, we can see an improvement in unemployment sphere, but at 2009 it considerably changed, and it is getting worse and worse, almost without any improvement.
Unemployment Rate in Greece increased to 27.60 percent in July of 2013, from 27.50 percent in June of 2013. Greece Unemployment Rate averaged of 13.01 percent grew from 1998 until 2013, reaching an all time higher of 27.60 percent in July of 2013, and a record low of 7.30 percent in May of 2008. In Greece, the unemployment rate measures the number of people actively looking for a job as a percentage of the labor force. The way unemployment has grown in Greece since 2006 can be seen in the picture the following picture:
2013 population in Greece was 11.29 million people. 2013.06.15 number of employed persons was 3652.38 thousand and those unemployed reached 1302.76. Youth unemployment increased to 55.1 percent. The number of unemployed increased by 126.5 thousand persons ( 10.1 percent rate of increase), compared with July of 2012, and by 729 persons, compared with June (0.1 percent rate of increase).The number of employed decreased by 136.7 thousand persons, compared with the same month a year earlier (-3.6 percent), and by 14.2 thousand persons, compared with June (-0.4 percent).Inactive population, persons that neither worked neither looked for a job, increased by 21.8 thousand persons (up 0.7 percent), compared with July of 2012, and by 7.9 thousand persons, compared with May of 2013 (a 0.2 percent rate of increase) [Data from Eurostat]. 
            One of the main features of the recession in Greece, now in its fifth year, is the enormous increase in youth unemployment. More young people are now unemployed than have jobs. “It is by far the highest youth unemployment rate in the euro zone, highlighting the difficulties young people face in entering the labor market despite government incentives to create jobs", said economist Nikos Magginas, from the National Bank. Athens has lowered the minimum monthly wage for those under 25 years by 32 per cent, to about 500 euro to entice hiring. The most frightening figure from the Hellenic Statistics Authority was the rate among young people aged 15 to 24, at an astonishing 64.9 percent. There are now almost 1.4 million out of work in Greece, but there are also 3.3 million more who are considered economically inactive.
            Greece's economy is in its sixth year of recession, battered by tax hikes and spending cuts demanded by its European Union and International Monetary Fund lenders. The situation is a nightmare for the governing coalition, as it tries to convince a skeptical population that there is light at the end of the tunnel. So far, there has been nothing but more cuts in pensions and wages, combined with layoffs and tax hikes. While authorities predict that there will be a turnaround next year, the central bank nevertheless predicts that unemployment will peak at 28 percent and will not start to decline until 2015. The Greek government wants to tap European Union regional development funds to help promote job programs that will help boosting employment.
            In the streets of Athens you can see many people who are in panic. They do not know what to do, what is going to be in the future. In TV, the same. Many comments are like : "We can't pay our electricity bills, or the emergency taxes. We haven't enough for our medicines, and it's putting our lives in danger."
            In my opinion, Greece government should pay very big attention to the employment, because it hurts the most, when you have to sit at home without money, just with problems. As we all understand, they should create work places, especially in tourism industry. Greece is one of the most attractive places to go for holidays. Tourism in this country is so bright spot which accounts for almost 17 per cent of the Greek economy. A record of 17 million visitors are expected to visit it this year and revenues are expected to rise 10 percent. What is more, Greece have very good natural cosmetics, which are famous in America, England and other countries. My advice is to extend such kind of factories to make more products and export to another countries, such Eastern Europe, Asia and Australia. In this way, they would create work places and will turn their products more famous in the whole world.
            All in all, nowadays we see a lot of negative news about Greece economy, unemployment…There is full of this everywhere, in Television, Internet, Press. But I strongly believe, that trying slowly with the help of other countries, it can reach improvements in unemployment and in the economy as a whole, as well.

Migle Geciauskaite

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Pessoas: a principal fonte de vantagem competitiva

Nas sociedades actuais, a qualificação da população assume um papel de destaque como factor competitivo. Desse modo, afigura-se como uma variável importante para a compreensão do aumento do desemprego, nomeadamente, em Portugal.
Assim, investir nas pessoas tornou-se um objectivo central da política económica comum, quer das nações mais desenvolvidas, quer das nações mais pobres. Enquanto nas nações mais desenvolvidas entre as principais problemáticas estão o chamado “défice de qualificação” e a necessidade de melhorar e alargar a formação profissional, nas nações mais pobres a preocupação principal gira em torno de melhorias ao nível do sistema de saúde e da universalização da escolaridade básica. No entanto, o objectivo final revela-se o mesmo: aumentar e melhorar aquilo que os economistas designam por “capital humano”.
A qualificação dos portugueses e a sua adequação às oportunidades laborais existentes ou emergentes é o ponto fundamental de combate ao desemprego e à promoção das possibilidades de crescimento da economia portuguesa. Uma hipotética redução de salários ou a flexibilização da lei laboral para promover a competitividade do país, são medidas cujo efeito de curto prazo é discutível e no médio e longo prazo em nada contribuem para a sustentabilidade da economia portuguesa.
Uma política económica que eleja este tipo de factores como os pilares fundamentais das vantagens competitivas de Portugal coloca o país numa batalha desigual com países como a China e, para além disso, ignora o facto de as remunerações médias em Portugal serem já bastante reduzidas e de o país apresentar, no contexto da União Europeia, o terceiro valor mais elevado no que diz respeito á precaridade dos vínculos laborais. Em relação a este último indicador, 23,2% da população empregada em Portugal no 3º trimestre de 2010 tinha contractos de trabalho a termo certo ou outro tipo de vínculos laborais mais precários, nomeadamente os contractos de prestação de serviços baseados nos “recibos verdes” e o trabalho sazonal sem contrato escrito.
Assim, para se demarcar em termos de competitividade de países que não assentam a sua economia nos baixos salários e na desregulação das relações laborais, Portugal deve garantir que a sua população activa disponha de conhecimento e competências necessárias ao aumento do volume e qualidade dos seus produtos e serviços. Assim, uma melhoria de competências é a principal estratégia para o país gerar emprego numa economia global que se estrutura e desenvolve a partir do conhecimento.

Marta Pereira

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Crise vs. Felicidade

Seja no pc, no tablet ou no smartphone, os media fazem-nos acreditar que estamos a viver a pior travessia da humanidade – PIB’s a decrescerem, desemprego a aumentar, pensões a diminuírem[…] – e que analisar/mencionar/estudar a felicidade  é uma prática herege e desrespeitadora para com os verdadeiros problemas da sociedade. Há quem diga que a felicidade não é o suficiente para ser considerada um objectivo a atingir em períodos de austeridade,  em que existem perdas, de facto, tangíveis e direitos revogados a torto e a direito. 
A juntar-se a um grupo de economistas maioritariamente europeus [italianos, suiços e ingleses], está o portuense Gabriel Leite Mota, o primeiro português doutorado em Economia da Felicidade, que procura uma outra perspectiva de viver a economia e investiga o valor social de bens imateriais como a felicidade. 

As mais recentes investigações demonstram que a felicidade deixou de ser vista como uma acumulação utilitarista do máximo de experiências prazerosas e que o consumo dos bens mais convencionais, depois das necessidades básicas estarem cumpridas - Só há liberdade a sério quando houver/a paz, o pão/ habitação/saúde, educação – não estão directamente relacionados com o bem-estar da sociedade, e, sendo que já se vive uma vida plena, estes não parecem aumentá-la.

Surge então um novo ângulo para estudar a felicidade através de economistas e não de psicólogos, que a analisavam de uma perspectiva puramente hedónica. Munidos de dados estatísticos e estudos econométricos, abordam o papel da felicidade nas implicações políticas, na promoção do bem-estar pessoal e colectivo, o que isso pode acarretar nas relações interpessoais e a forma como a comparação entre elas as pode mover, repensando assim a democracia, a educação e o emprego.

Fará sentido falar de felicidade num momento de crise? As mais importantes perspectivas sobre a felicidade vindas de economista surgiram em tempos penosos das sociedades e confirmam que, historicamente, faz todo o sentido. Foi assim que aconteceu com Thomas Hobbes e a sua teoria da felicidade, com John Locke e a sua visão da felicidade como liberdade e com John Stuart Mill, que abordou a perspetiva da felicidade como sociabilidade.

Fundamentalmente, é importante compreender o impacto das desigualdades e do desemprego na felicidade para se poder esclarecer alguns paradoxos: desviar o estudo da ligação da felicidade com o consumo e analisá-la no contexto das organizações laborais, relacionando-a, por isso, numa abordagem mais causal e não correlacional com produtividade torna-se imperativo, pois não podemos guiar-nos apenas pelas opiniões cépticas de quem navega num ciclo económico recessivo:“a Economia é uma ciência social e como tal tem de se estudar pela vida das pessoas, debruçando-se sobre como nos organizamos nas tarefas de produzir o que precisamos para viver. Muito além das análises de crescimento económico”.

Rita Andrade Brites Pereira 

Fontes:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=51031

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]