sábado, 30 de novembro de 2013

Energy sector in Portugal

Portugal is a country characterized by a small primary energy production, deriving from non-existent fossil energy resources and no nuclear energy production. Primary energy production is entirely associated with renewable energies. Portugal is one of the few advanced economies for which renewable energy is the only form of energy produced domestically. The most important share it is made by the” Combustible renewables and waste”, followed by the share of hydro power plants with an average share of 20%, the quantity is not the same every year due to its dependence on the annual amount of rain. This thing determines the of coal for electricity since Portugal closed its last coal mine in 1994. In the beginning of the sixties, the share of solid fuels represented around 20% of primary energy production in Portugal, but they disappeared in the last decade while renewable energies like solar and wind energy have increased their importance
About 54% of consumed energy comes from oil, 22% from electricity, and 15% from renewable energy, mainly in the form of biomass. Transport and industry are the most important energy-consuming sectors, accounting for a 62% share in total final energy consumption in 2009. Energy consumption by the road-transport sector increased strongly in the 1990s due to the steady growth of traffic. This, however, changed in the 2000s as the total number of vehicles and distance travelled per vehicle stagnated. Energy used for transportation purposes has then remained relatively stable since 2005. 
All of Portugal’s natural gas is imported, mainly from Algeria (via a pipeline that transits through Spain). In addition, some liquefied natural gas (LNG) is shipped from Nigeria. The electricity sector is the largest consumer of natural gas, accounting for 43% of total consumption in 2008. Industry consumed 32% of the total volume in the same year, while the commercial and residential sectors consumed 11%. Over the last decade, Portugal has made significant efforts to deregulate its electricity sector. Both distribution and generation markets have witnessed important changes
This structural situation naturally leads to a high level of energy dependence, which is a feature also shown by other EU15 economies. Nevertheless, such high energy dependence does not pose immediate concerns about energy security as there is evidence on the diversification of foreign energy suppliers. In what concerns energy consumption patterns, the general picture is not much different from that observed in other European countries, with industry and transport representing the bulk of total energy consumption. The largest difference regarding the energy consumption bundles of the residential and industry sectors is the still small role played by gas. Energy intensity in Portugal has recorded an ascending trend until the nineties, followed by a period of relative stabilization and then a decline in the latest years of the sample. Over the same period, the energy intensity in the EU15 showed a steady and significant declining trend. The comparison with other countries reveals that Portugal records a relatively high energy intensity, which is broad based in terms of sectors. Such underlying structural conditions, together with international high and volatile energy prices, will continue to stand as determinants of the potential growth of the Portuguese economy in the future.
In April 2010, Portugal approved a new plan for the energy sector. The National Energy Strategy (Estratégia Nacional para a Energia, or ENE 2020) updated the 2005 plan and established an agenda intended to increase competition, promote economic growth, and reduce Portugal’s dependency on foreign supplies of energy. In particular, it envisages the decentralisation of energy production, the promotion of competition, the consolidation of MIBEL, the creation of an Iberian Common Natural-Gas Market (MIBGAS), the regulation of the national oil system, and the upgrading of the energy-storage infrastructure. As part of ENE 2020, a number of targets were established for the Portuguese energy sector, which are to be achieved by 2020. They include reducing the country’s dependency on foreign energy supplies, increasing the share of final energy produced from renewable sources, developing the industrial cluster related to energy efficiency and consolidating that for renewable energy to boost economic development and foster job creation, and achieving Portugal’s GHG emission-reduction targets, in line with its EU commitments.

Gabriel Stoica

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Celorico de Basto: Poder de Compra

Olhando para o mapa do poder de compra em Portugal, é fácil observar várias disparidades entre regiões: o litoral é mais rico do que o interior e existe mais poder de compra no sul do que no norte do país. 
Um total de 36 municípios portugueses apresentam um poder de compra "per capita" acima da média nacional, situando-se os valores mais elevados nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. De acordo com dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2011, Lisboa apresenta o valor mais elevado de todos os 308 municípios nacionais (216,8), mais do dobro do índice nacional (100).
No ‘top’ três dos municípios com mais poder de compra ‘per capita’, seguem-se Oeiras (193,7) e o Porto (161,7).
No campo oposto, o INE assinala que, no conjunto dos 308 municípios nacionais, mais de metade (172) apresentam índices de poder de compra "per capita" inferiores a 75 pontos. De acordo com o documento, os dez municípios com menor poder de compra situam-se no interior norte do país e na Região Autónoma da Madeira. Celorico de Basto (49,83) é o município nacional com menor poder de compra "per capita", seguido de Cinfães (49,87) e Ribeira de Pena (50,8), todos situados na região do Tâmega.
Celorico de Basto é um concelho do distrito de Braga constituído por 12 freguesias e cerca de 20 000 habitantes. A situação de Celorico de Basto, que se posiciona no último lugar do ranking do índice de consumo, é explicada pelo seu peso demográfico no conjunto dos concelhos do Continente. O valor do índice de população deste concelho é cerca de duas vezes superior ao seu índice de poder de compra, o que explica porque é ele o concelho com menor índice de consumo do Continente. Esta posição do concelho de Celorico de Basto tem-se mantido nos últimos anos.
Ser o ‘concelho mais pobre do País’, ao aparecer todos os anos no fim da lista nacional de poder de compra elaborada pelo Instituto Nacional de Estatística, não tem agradado aos celoricenses. Contudo, o Presidente da Câmara de Celorico de Basto garante que vai colocar em tribunal o Instituto Nacional de Estatística porque o seu concelho aparece sempre no final da lista nacional de poder de compra, segundo o Jornal de Noticias.
No seguimento da notícia, referiu ainda que “é sempre a mesma pessoa a fazer o trabalho e parte de uma base errada, que gera uma imagem errada da terra, que acarreta prejuízos grandes”.
Para Mota e Silva (presidente da câmara), trata-se de “uma farsa”, já que Celorico de Basto tem assistido à instalação de novas indústrias, pelo que “qualquer pessoa que conheça o concelho e o país percebe a evolução e sabe que o poder de compra tem evoluído”. Na opinião do autarca, a avaliação falaciosa é explicada pelo facto de “40% da avaliação se basear nos depósitos bancários e em levantamentos e pagamentos multibanco”, quando “cerca de 80% das contas dos celoricenses estão tituladas fora [em concelhos vizinhos] e [estes] estão habituados a pagar em dinheiro e não usam muito o multibanco”. Uma opção para um maior rigor na avaliação, segundo Mota e Silva, seria avaliar o PIB de cada concelho (in Noticias ao minuto, 10 de Novembro de 2013)
Sendo assim, será mesmo Celorico de Basto o “concelho mais pobre do país”?

Anabela Marinho

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

The budget deficit and external debt

First of all, I think it is very important to distinguish and have a good idea about the difference between the budget deficit and external debt. Budget Deficit and Public Debt are different concepts but are related, since the higher the Budget Deficit the higher the National Debt will increase.
Budget Deficit:
Shortfall exists when the total value of a Country Public Expenditure (Expense of a State), exceeds the value of the Country Total Revenue ( Revenue of the State), for a certain period of time .
Budget deficit is usually expressed as a percentage of GDP, so that you can compare the value of the Budget Deficit of different countries.
Formula for Calculating the Budget Deficit = Total Public Expenditure (State Expenditure) - Total Public Revenue (Revenue of the State).
Public Debt:
Is the total debt that a state has towards others.
The value of the Public Debt can also be expressed as a percentage of GDP, so that you can compare the Public Debt of Various Countries.
At present, the value of the public debt of the Portuguese State is more than 100 % of the national GDP. The Portuguese government debt reached 124.1 % in 2012, the third highest in the Eurstat revised upwards, while the deficit stood at 6.4% of GDP, the fourth largest in the European Union, along with Cyprus.
According to the second notification, Eurostat deficit and debt of the United States in 2012, the general government deficit fell from 4.2% in 2011 to 3.7 % last year, while the one of the European Union increased from 4.4 % to 3.9 %.
Face to the first notification, published in April, the official statistics office of the European Union has now revised slightly downwards (from 4% to 3.9 %) the value of the deficit of the European Union as a percentage of Gross Domestic Product (GDP), as the value of the public debt in 2012 (85.3% to 85.1 %) . In relation to Portugal, Eurostat has revised upwards the ratio of public debt to GDP (123.6 % to 124.1 %).
In 2012, lower public deficits were observed in Estonia and Sweden (both -0.2 %), Luxembourg (-0.6 % ) and Bulgaria (-0.8 %). Germany registered a surplus of 0.1%.
Portugal, like Cyprus, had the fourth highest deficit (-6.4 %) within the European Union, having been one of the seventeen Member States with a deficit above 3 % of GDP. According to Eurostat, the evolution of the Portuguese budget deficit was 10.2 % of GDP in 2009, 9.8% in 2010 and 4.3 % in 2011.
With regard to debt, the ratio of public debt to GDP in the euro area increased (from 87.3 % at end of 2011 to 90.6 % in 2012). Regarding the European Union, the correspondent amounts were 82.3 % and 85,1 %.
In 2012, the lowest ratios of government debt to GDP belonged to Estonia (9.8%) , Bulgaria (18.5 %), Luxembourg (21.7 %) and Romania (37.9 %), while the highest ones occurred in Greece (156.9 %), Italy (127 %) , Portugal (124.1 %) and Ireland (117.4 %) .
In Portugal, the national debt has been increasing since 2009, when was set at 83.7 %. In 2010 reached 94 % of GDP, in 2011 108.2 % and reached 124.1 % in 2012. All this numbers shows us that Portugal is in a real financial crisis and on trying to give an end to it there was the need to get a loan from external entities.
Portugal made a loan on May 16, 2011. The finance ministers of the Eurozone officially approved a loan of 78 billion euros to Portugal. The loan was divided equally by the European Financial Stabilization Mechanism, the European Financial Stability Facility and the International Monetary Fund.
According to the former Portuguese finance minister, Fernando Teixeira dos Santos, the average interest rate of the loan should be around 5.1%. Portugal thus became the third Eurozone country, after Ireland and Greece, to receive international financial support to overcome financial difficulties.
However the value accepted by the Portuguese government was 26 billion euros, with average interest rate of 3.5% to be paid until June 2021.

Rafael Lameiras da Rocha

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Será a austeridade o caminho certo em Portugal e na Europa?

Todos sofremos com as medidas de austeridade que têm vindo a ser levadas a cabo em Portugal e por essa Europa fora, uns directamente e outros indirectamente, contudo já todos notaram que os bolsos estão bem mais leves. Resta agora perceber o porquê deste caminho e se é este a melhor alternativa que os nossos políticos têm para nos oferecer.
Em boa verdade vemos que o défice público Português disparou de 2007 para 2008, muito devido à crise global, passando de -2.7 (milhões de euros)  para -10.2 (milhões de euros), o que só por si indicava que alguma coisa estava mal e que a população em geral iria ser flagelada com aumento de impostos. 
A juntar a este problema, deparamo-nos também com a grave crise da dívida pública Portuguesa, que era demasiado elevada, passando os 100% do PIB ( 2007-2008). Agora, ao abrirmos a distribuição da despesa pública facilmente nos apercebemos que em Portugal não se gasta assim tanto quanto era esperado, comparativamente a outros países bem mais equilibrados, a nível do Estado, pelo menos. Então o porquê desta enorme discrepância?
É certo e sabido que esta austeridade tem sido infrutífera, e inconsequente, onde apenas resultados muito ténues e frágeis vão aparecendo muito de vez em quando, o que comprova que não será este o caminho a seguir pelos nossos políticos e pelos nossos parceiros europeus. De facto, alguma coisa está muito mal, mas será no nível da produção e do desenvolvimento, já que ao nível da despesa estamos muito parecidos com economias muito mais sólidas? Por sua vez, essas economias, optaram por investir ao revés de cortar como uns loucos na sua despesa, o que no longo prazo trouxe grandes benefícios e uma segurança económica que Portugal nunca teve. 
Portanto, em suma, podemos concluir que além de um problema crónico, Portugal tem um problema no que toca à criação de riqueza, e por isso depressa nos inteiramos que a austeridade não será o método mais desejável para resolver esta tão demorada crise.

António Peixoto

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Trabalhar: até quando?

A idade da reforma de trabalhadores do Estado e do privado vai aumentar para os 66 anos de idade em 2014 e nos anos seguintes continuará a aumentar, mas o Governo garante que quem abandonar o mercado de trabalho com esta idade não sofrerá o corte do factor de sustentabilidade, o qual se reflectirá apenas no aumento da idade de reforma e não implicará um corte no valor da pensão. 
A explicação dada pelo Governo no relatório do Orçamento do Estado para 2014 indica que existirão sucessivos aumentos, a não ser que o país inverta a tendência histórica de subida da esperança média de vida. No entanto, os parceiros contestam este aumento e a CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) argumenta mesmo que “66 anos é o limite admissível”. O novo regime ainda levanta dúvidas tendo em conta que não é conhecido o diploma em causa, mas já é possível ter uma ideia de como ele funcionará. 
Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, afirmou no passado dia vinte e três de Outubro deste ano que a ‘troika’ queria uma subida para os 67 anos mas, em alternativa, o Governo optou por mudanças no factor de sustentabilidade. Actualmente, este factor de sustentabilidade liga o valor das novas pensões à esperança de vida e dá alternativa aos trabalhadores: ou se mantêm activos por mais tempo ou têm cortes no valor da pensão. Por exemplo, quem se reformou este ano teve um corte de 4,78% na pensão ou, em alternativa, teve de trabalhar mais cinco a quinze meses, consoante a carreira contributiva além dos 65 anos, para anular esta redução.  
De acordo com Mota Soares, a aplicação do factor de sustentabilidade já obriga “hoje” os trabalhadores a manterem-se activos até aos 65 anos e seis meses, em média, para receberem a reforma por inteiro. Até agora, o factor de sustentabilidade era calculado com base na esperança de vida do ano 2006, mas passará a ter por base o ano 2000. O relatório do Orçamento do Estado (OE) diz que isto implicará um corte de 12% nas futuras pensões. 
No entanto, as medidas não serão cumulativas. Se assim fosse, seria necessário trabalhar além dos 66 anos para contornar o corte de 12% ditado pelo factor de sustentabilidade. Mas Mota Soares garantiu que não é essa a ideia, afirmando: “Não há nenhum efeito de dupla penalização. A penalização do factor de sustentabilidade é a própria idade da reforma”. O relatório do Orçamento de Estado já indicava que quem se reformasse após a idade legal ficaria salvaguardado do factor de sustentabilidade, tal como o Diário Económico noticiou.
A lógica é, portanto, a seguinte: se se mantivesse como actualmente, os trabalhadores poderiam reformar-se aos 65 anos mas teriam um corte de 12% na pensão, ou, em alternativa, teriam de trabalhar no mínimo mais 12 meses (até aos 66 anos) para contornar a redução. Contudo, isto vai mudar: os 66 anos passarão a ser a idade legal de reforma e esse ano adicional de trabalho agora exigido acabará por eliminar o corte de 12%. Isto quer dizer que o factor de sustentabilidade vai passar a influenciar a idade legal de reforma, quando, até aqui, apenas alterava a idade de acesso à pensão completa.  
Noutros países, a idade de reforma é muito inferior àquela que é praticada em Portugal. Por exemplo, o Governo francês aprovou há alguns meses o decreto que reduz a idade da reforma em França dos 62 para os 60 anos para os trabalhadores com 41 anos de descontos.
A UGT (União Geral de Trabalhadores) é completamente contra esta medida, sem qualquer possibilidade de alterar a sua posição, rejeitando o aumento da idade de reforma e o corte de actuais pensões. “O corte das pensões, a acontecer, é uma medida com efeitos retroactivos, que a UGT rejeita totalmente e que viola princípios fundamentais, como o da confiança no Estado, atingindo um grupo muito vulnerável, que já não tem, nesta fase da vida, outra alternativa de rendimentos”, foi declarado pela central sindical ao Negócios. 
Conclui-se então que a lei de bases da Segurança Social vai permitir que a idade de reforma possa ser ajustada de acordo com a esperança de vida, o que permitirá aumentos progressivos ao longo dos anos. Além disso, a lei vai admitir que o ano de referência utilizado para o cálculo do factor de sustentabilidade possa ser alterado. Assim, poderá acontecer um aumento gradual da idade da reforma e, neste momento, nenhum trabalhador “saberá qual será a sua idade de reforma”, a qual poderá ir além dos 66 anos.
Na minha opinião, esta medida tomada pelo Governo não é vantajosa de maneira alguma! É notório que a esperança média de vida tem vindo a aumentar ao longo dos tempos, devido aos progressos na medicina e à maior qualidade de vida adquirida pela população nos últimos anos, e, provavelmente, irá aumentar cada vez mais. Mas, com o aumento da idade de reforma quando é que os jovens desempregados vão conseguir um emprego? É completamente contraditório, numa altura em que se pretende combater o desemprego jovem, aumentar a idade de reforma. Para além de que uma pessoa com idade de 65 anos ou mais não terá a mesma capacidade e desempenho do que um jovem desejoso de encontrar o seu primeiro emprego. 
As pessoas têm de deixar de ser vistas apenas como números e meros “joguetes económicos” e passarem a ser reconhecidas pelas suas qualidades enquanto trabalhadores, pois só assim teremos trabalho qualificado e pessoas realizadas!

Maria Clara Antunes Lobo Martins

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

Productivity and competitiveness of Portugal

Since the financial crisis, Portugal has seen stagnation in productivity but also found a clear decline in its competitiveness. Therefore, the country is on the path of economic adjustment in order to stimulate growth and to correct an excessive reliance on debt. The authorities should therefore seek to meet the objectives of nominal deficit of the EU- IMF program. Particular attention should be paid to the conditions for financing small and medium enterprises, in particular, by encouraging them to pay more per share and less debt, and redirecting EU funds. It is paramount that are implemented structural reforms to strengthen the background potential growth and transfer of economic activity sectors with low productivity focused on the domestic market to the export sectors of goods and services. Strong labor market reforms would help reduce the dualism and gains in competitiveness.
Structural fiscal reforms are needed to restore the sustainability of public finances. The persistence of high risk premiums on bonds that the authorities still have obstacles to regain full market access during the period covered by the program. Structural measures are needed to address the problems of longstanding excessive spending growth and the opaque important commitments relating to arrears accumulation, losses of public enterprises and public-private partnerships. The country should take measures to implement a medium-term budgetary framework, to adopt better financial management tools, to create a fiscal council and increase the transparency of fiscal accounts. In addition, the budgetary framework would be significantly enhanced by the introduction of a clear rule to apply to the government under the new European fiscal framework expenses. The evolution of the finances of local and regional government was marked by significant negative periods, so their budgetary frameworks should be reformed. A wide range of structural reforms is needed to enhance productivity and increase the share of international trade in the economy. 
Although the liberalization of Portuguese authorities is enshrined in law, many markets remain concentrated because of the existence of significant barriers to entry, so that hinder competition and innovation. Simplified procedures for issuing business licenses favor the new entrants in the market, increase competition and enhance employment. 
The Portugal international trade is limited, given the relatively small size of its economy, which suggests that the gains could be derived from increased participation in international trade. It is important that the government should continue its efforts to improve the business environment, particularly in the markets affected by privatization, and reduce incentives to create distortions that divert investment in the export sector. These efforts should help to attract foreign direct investment. The educational level of the workforce remains well below the EU average and has yet to improve, despite the significant progress made ​​by the younger generation, so that companies can develop in areas of activity over high productivity.
Further reforms of the labor market are necessary. The institutional framework has affected employment and resulted in a labor market with two speeds, which hinders the growth of productivity, as workers on short-term contracts are less likely to invest in human capital and the permanent workers are not mobile enough. Efforts to reduce this dualism in the right direction and major reforms have recently been introduced, including the reduction of redundancy, following an agreement with the social partners. Nevertheless, the dominant firms require other conditions of pay and working through the administrative extension of collective agreements, which weakens competition, reducing the entry of new players in the relevant markets and thus night competitiveness.
Finally, a reduction of the costs of non-wage labor for low wages could help to improve the employment prospects of low-skilled individuals.

Seb Rizzi 

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

As mulheres no contexto da última década

As mulheres, na última década, são cada vez mais e com maior longevidade. Adiam o casamento e a maternidade, e o número de filhos tem diminuído. Continuam a ser elas a assegurar a maioria das licenças de acompanhamento parental. Estão em maioria no ensino secundário e superior, ainda assim no mercado de trabalho persiste uma maior taxa de desemprego no sexo feminino.
Apesar da legislação do princípio da igualdade de género ser reconhecida como um direito fundamental desde 1995 (sendo que este processo vem estando em curso desde muito antes), promovida pelas Nações Unidas, subsistem problemas, principalmente sociais, de discriminação em função do sexo, e os direitos legalmente garantidos não são cumpridos nas nossas sociedades. Sendo de fácil conclusão, a necessidade de eliminação de estereótipos de género está patente na seguinte análise de indicadores, repartidos por vários temas.
Em 2012, as mulheres constituíam 52 % da população residente em Portugal, ou seja, são cerca de 5,5 milhões. Também em todos os países europeus (UE 27) as mulheres fazem parte da maioria da população residente, de acordo com os dados do PORDATA.
Entre 2001 e 2011, a relação de femilidade passou de 107 para 109 mulheres por cada 100 homens, segundo o INE. Verificando-se também uma diminuição do número de mulheres jovens, nos grupos etários até aos 24 anos, e um aumento nos grupos etários mais adultos, com idades superiores a 24 anos, especialmente no grupo etário dos 75 e mais anos, que aumentou 37,6%. Portugal está envelhecido e a perder jovens.
As mulheres casam e são mães cada vez mais tarde e têm menos filhos, o que pode estar associado à sua escolaridade ou inserção profissional.
Relativamente às condições de vida, registou-se um aumento da proporção de mulheres lesadas/ofendidas no crime registado contra as pessoas. Entre 2000 e 2010, é interessante verificar uma redução para quase metade no número de reclusas.
As mulheres detêm a maior parte das licenças de acompanhamento parental, persistindo a preferência da guarda dos filhos dada às mães e a ideia que a reprodução não é entendida como um direito e uma responsabilidade de ambos, em igualdade.
Beneficiam de prestações de desemprego e de rendimento social de inserção em proporção praticamente idênticas às dos homens. E o risco de pobreza é assinalado como superior para as mulheres.   
Quanto à educação, as mulheres caracterizam-se por alguma polarização, uma vez que, por um lado, existe uma proporção mais elevada de mulheres sem qualquer nível de escolaridade completa (justificada pelo envelhecimento da população), por outro, existem mais mulheres com o nível de escolaridade superior e secundário. Sendo as últimas as que têm maior nível de participação no mercado de trabalho e privilegiam as áreas das ciências sociais, comércio e direito, saúde e proteção social e educação, rompendo a ideia que a mulher é um ser humano apenas com a função reprodutora.
A taxa de emprego é superior para os homens relativamente às mulheres, no entanto, destas, apenas um quinto trabalha em funções dirigentes e de carácter intelectual e científico, o que revela um desperdício de recursos humanos altamente qualificados, para além da injusta diferenciação salarial. O desemprego feminino tem maior incidência nas mulheres jovens, dos 15 aos 24 anos, que representou, em 2011, 31,7% do total.
São as mulheres que fazem mais esforço de conciliação entre a vida familiar e a participação no mercado de trabalho. A população feminina tem acompanhado o crescente uso das TIC, com mais de metade das mulheres a utilizarem computador (55,5%) e Internet (52,5%), em 2011.
Portugal está no 47º lugar em relação a 135 países e apresenta o nível 0,707 no Índice da Igualdade de Género, de 2012 (classificado de 0-1). São dados que o Social Watch publica para ser possível comparar as desigualdades de género e verificar a evolução dos diferentes países do mundo. O Gender Equity Index (GEI) mede a diferença entre homens e mulheres na Educação, na Economia, na Saúde e na Participação Política (obteve, respetivamente 0.994, 0.679, 0.972 e 0.183). A desigualdade no acesso ao poder é o que mais afasta a UE da plena paridade entre mulheres e homens.
Por fim, subjacente a vários indicadores que apresentam a evolução das mulheres, verifico que persiste a desigualdade de género e que a sociedade atribui às mulheres e aos homens capacidades e papéis específicos e tradicionais, não tendo em conta as reais capacidades e aspirações de uns e outras.

Patrícia da Conceição Oliveira Gomes

Fontes:
·    http://www.socialwatch.org/node/14365

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]