domingo, 12 de novembro de 2017

Um Portugal mais idoso

A cada dia que passa, somos confrontados pelas notícias do envelhecimento patente de norte a sul do país. São cada vez mais os números, taxas e índices que nos revelam uma realidade triste para Portugal.
O número de idosos é cada vez maior e o número de jovens cada vez menor. Mas… A que se deve tudo isto? A realidade é que a diminuição da taxa de mortalidade, o aumento da esperança média de vida e a diminuição da taxa de natalidade são os principais culpados deste facto. E os números não deixam mentir. Só a esperança média de vida aumentou de 67 para 81 anos entre 1960 e 2016. Cada vez vivemos mais tempo, e a esperança média de vida tem tendência para aumentar com o passar dos anos. Daqui a uns anos estaremos com uma média de 90 anos, ou até, quem sabe mesmo, se não iremos atingir uma média de 100 anos?
Mas, essencialmente, tudo isto se pode justificar pela melhoria das condições de vida e nível de conforto, melhorias na assistência médica e proteção social. A par deste aumento, temos uma diminuição da taxa de natalidade, que caiu de 24 para 8 de 1960 para 2016. Torna-se insustentável a quantidade de população ativa para a quantidade de idosos que dela dependem.
É necessário haver consciência de que o aumento do número de idosos conduzirá a um acréscimo das despesas com  o pagamento de pensões, o sistema de saúde, os serviços sociais e a construção e a manutenção de equipamentos de apoio a idosos. E, por outro lado, a diminuição da taxa de fecundidade conduzirá, a médio prazo, à redução da população em idade ativa, provocando a redução das contibuições para a segurança social, levando a uma rutura do sistema de pensões e reformas. Para além disso, há o receio de, no futuro, a atual população ativa não beneficiar das suas contribuições atuais e da necessidade de introduzir alterações no funcionamento do sistema de segurança social, no regime de aposentação, na idade de refoma. É nisto que assenta o problema do envelhecimento e da falta de jovens.
Desta forma, revela-se insustentável o sistema de segurança social instalado em Portugal se a situação atual se mantiver. Portugal apenas tem adiado um problema (que tem de resolver com a máxima urgência) adiando a idade da reforma. Todavia é preciso atuar!
A meu ver, a resolução não passa pelo aumento da idade da reforma, mas sim pela aposta em políticas que incentivem à natalidade. Contudo, o nosso país não tem apostado nessas mesmas políticas, pois, para isso seria necessário “duplicar” o orçamento do estado. Quando o que temos vido a verificar é que o foco são os cortes na despesa, e que esses cortes são cada vez maiores, fica difícil esperar que o estado português vá apostar em medidas natalistas tão cedo. No entanto, é preciso desassossegar aqueles que pensam que a situação atual se vai resolver sozinha, porque não vai.

Ana Cláudia Faria Gomes

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Quem paga os manuais “gratuitos”?

Para selar o acordo de governação na Câmara Municipal de Lisboa e ter maioria absoluta, o presidente eleito da capital atribuiu o pelouro da educação ao vereador eleito pelo BE, que se apressou a apresentar a sua proposta de campanha: manuais escolares gratuitos para todos os alunos do ensino obrigatório (25000). Custo: 5 milhões de Euros por ano.
Na minha opinião, essas medidas de oferta dos manuais escolares por parte dos dirigentes políticos mostra a pobreza dos nossos governantes e, uma vez que ela foi amplamente aplaudida pela maioria dos agentes económicos e sociais, revela uma enorme falta de sentido crítico dos mesmos.
Até há muito pouco tempo, o encargo dos manuais recaia exclusivamente sobre os encarregados de educação, que chegavam ao final do mês de agosto e suportavam o “imposto do manual”, lobby das editoras. Os mais necessitados tinham os livros oferecidos, outros tinham alguns livros oferecidos, outros ainda tinham de adquiri-los todos. Vigorava o princípio do utilizador pagador. Fazia algum sentido. Já nessa altura o Estado, através dos seus decisores, falhou. Promoveu um dos negócios mais lucrativos, a edição de Manuais Escolares, e incentivou o crescimento da indústria da celulose, que necessitou de obter cada vez mais matéria-prima.
Cresci num país mais rico do que Portugal. Nunca comprei um manual escolar até ao décimo ano porque a escola mos emprestava, e mesmo quando os meus pais tiveram que os comprar, a própria escola organizava uma feira de trocas. Cheguei a reutilizar livros com seis anos de uso, mas que se encontravam em boas condições. Desenvolvi competências diferentes daqueles que vieram a seguir a mim, e dos que me antecederam. Respeitava os livros porque tinha de os estimar e de os poupar. Era uma vergonha se os meus pais tivessem de pagar algum livro estragado… só porque não tinha tido cuidado.
Hoje, o estado, que começou por oferecer os manuais do primeiro ano em 2016, aumentou as “ofertas” para todo o primeiro ciclo já em 2017. Nessas idades, porque toda gente o permite (e até o encoraja), os pequenos alunos escrevem nos livros. Logo não são reutilizáveis. Não entendo porque é que os meninos até à quarta classe não podem escrever num caderno ao lado!!! Provavelmente, a curto prazo, a oferta vai abarcar o segundo e o terceiro ciclos. Se tudo correr bem, como sinal de progresso, depois do 9º ano, o ensino tendencialmente gratuito, como está plasmado na constituição, passará das intenções aos atos quando forem oferecidos os manuais aos alunos do secundário.
Um aluno tem aproximadamente 170 dias de aulas durante o ano letivo. Gastará entre 2 a 4 folhas de papel por dia a partir do quinto ano. Logo, o consumo de papel poderá variar entre 350 e 700 folhas por ano para os alunos do segundo/terceiro ciclo e secundário e cerca de metade no primeiro ciclo. Isso equivale a de 2 a 4 cadernos no primeiro ciclo e de 4 a 8 nos restantes (sem ser poupado). Teria um custo inferior a €10 euros. Com manuais digitais, poupávamos milhões de toneladas de papel por ano. As mochilas seriam mais leves e os bolsos ficariam mais cheios.
Assim, eu vou continuar a pagar manuais para os filhos dos outros (para estes, depois de crescidos, irem tratar os velhotes dos países mais ricos à custa da educação que todos nós ajudamos a pagar). Vou continuar a alimentar as indústrias de celulose (e depois contribuir nas campanhas solidárias às populações devastadas pelos fogos nos eucaliptais). Vou continuar a deixar os lobbies das editoras levar as exorbitâncias pelos manuais, pelos cadernos de atividades, pelas fichas de apoio, pelos livros de preparação para testes, pelos acessos digitais aos conteúdos multimédias, com a complacência e até benevolência dos professores, dos diretores de escolas e daqueles que mandam na educação deste país.
Para isso, vou deixar de ter melhores transportes, ou equipamentos públicos, ou apoios para os meus pais idosos, ou dinheiro para pagar aos jovens que saem da universidade para tratar de todos e também de mim, ou dinheiro para dar aos bombeiros para combater os incêndios, e aos ministros para comprar meios de combate…
Mais uma vez, vamos todos aplaudir a “gratuitidade” dos manuais escolares.

José Jacinto da Costa Correia

 [artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PRÉMIOS EXPORTAÇÃO & INTERNACIONALIZAÇÃO

       A afirmação da economia nacional e a melhoria da sua competitividade dependem em muito do incremento da capacidade exportadora e da aposta na internacionalização das empresas portuguesas. Deste modo, o Novo Banco, em parceria com a Iberinform e a organização do Jornal de Negócios, criaram os Prémios de Exportação e Internacionalização, que já vão na sua 7ª edição.
Esta iniciativa, de periodicidade anual, destina-se a reconhecer PME e Grandes Empresas em duas áreas distintas: a exportação e a internacionalização. Os Prémios Exportação têm como objetivo destacar as empresas com melhor performance exportadora, onde todas as empresas nacionais estão a concurso, dado que os vencedores resultam automaticamente de um processo de análise de indicadores económico-financeiros. Por sua vez, os Prémios Internacionalização visam premiar os casos de sucesso na internacionalização de empresas portuguesas.
Na edição de 2017, a 6 de novembro, foram premiadas e distinguidas 20 empresas que têm atividades no estrangeiro. Os Prémios Exportação reconheceram treze empresas, divididas pelos prémios de Melhor Grande Empresa Exportadora Serviços, Melhor Grande Empresa Exportadora Bens Transacionáveis, Especial do Júri, Setor Estratégico-metalomecânica, Exportação + Emprego, Melhor PME Exportadora Serviços, Melhor PME Exportadora Bens Transacionáveis, e Melhor Exportadora com Capitais Estrangeiros (Multinacional). Quanto aos Prémios Internacionalização, premiaram apenas quatro empresas, com os prémios de Grandes Empresas e PME.
Tomando o assunto pela minha perspetiva, as recompensas são uma motivação para qualquer pessoa e, como tal, para qualquer empresa. A ideia de receber algo pelo nosso trabalho não nos deixa desistir e ficar confortável com o que já foi atingido, muito pelo contrário. A vontade de querer melhorar e ser o melhor dos melhores, a necessidade de inovar e crescer, criam um sentimento de confiança e ambição positivos em qualquer empresa que é desafiada.
Mas acho que não nos podemos concentrar na motivação que os prémios concedem. Forma-se, também, uma espécie de capa de herói quando alguém é premiado. Mais especificamente, nasce uma sensação de dever cumprido e de que as nossas ações fizeram a diferença num mundo em que cada indivíduo é tão insignificante. O reconhecimento torna-se, claro, o que impulsiona o desejo de conseguir atingir cada vez mais objetivos, os quais serão ainda mais ousados.

Marta Daniela Vale Pinto 

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

Dívida portuguesa ultrapassa os 250 mil milhões de euros

A dívida portuguesa continua a ser um tema que paira sobre as conversas e debates do futuro, sendo uma vez mais assunto dado que, pela primeira vez, a dívida ultrapassou o limiar dos 250 mil milhões de euros. Este número impressiona, no entanto não revela a solidez das nossas finanças públicas. O que realmente é relevante é o peso do endividamento do estado na economia, que por sua vez sofreu uma queda no dia 16 de outubro deste mesmo ano.
Na realidade, nos últimos anos, a dívida tem renovado sucessivos máximos históricos, sendo que na década de 90 esteve estabilizada, flutuando entre os 50% e os 60% do PIB. Na década passada, assistiu-se a um agravamento sério com a chegada da crise financeira global, a que se seguiu a crise do euro e de Portugal. Em apenas quatro anos, entre 2008 e 2012, a dívida alcançou os 126% do PIB. Nos últimos anos ela tem rondado os 130%, sendo das mais elevadas entre os países da área euro, apenas superada pela Grécia e pela Itália.
Contudo isto, Mário Centeno prometeu a maior redução anual do endividamento público dos últimos 19 anos, com o pagamento de uma obrigação do tesouro bem como com o pagamento antecipado ao FMI, que provocou uma queda no endividamento público de 3,5% do PIB. Porém, em termos absolutos, a dívida continuará a aumentar nos próximos meses.
 Numa análise ao Orçamento de Estado para 2018, verifiquei a ausência de medidas para reduzir estruturalmente a dívida, contendo apenas a estratégia de consolidação orçamental baseada quase exclusivamente no crescimento económico.
Deste modo, na minha opinião, perante o que se tem vindo a verificar nos últimos anos e considerando a melhoria na economia do nosso pais, acho necessário aplicar estratégias de consolidação orçamental com medidas estruturais, e não só estratégias que permitam exclusivamente obter crescimento nominal. Também é minha opinião que existe uma grande necessidade de voltar a atrair os investidores institucionais estrangeiros, apesar das condições de mercado não ajudarem mas, para os atrair, é preciso demonstrar que as obrigações portuguesas são uma oportunidade de investimento interessante. Talvez assim seja possível trabalhar para uma redução da dívida de forma consistente.

Rui Magalhães

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Turkey & EU need each other

Since the establishment of the European Economic Community (EEC), in 1958, Turkey has been trying to establish closer links with Europe. This interest which Turkey has shown, became concrete with the signing of the Ankara Agreement on September 12, 1963, aimed at accelerating mutual economic progress, increasing trade relations and reducing differences between Turkey and the EEC. Since then, the economic relations between the EU and Turkey have increased significantly. In 1995, the EU-Turkey Customs Union started to be implemented and in 1999 Turkey became a candidate country for accession to the European Union and in 2005 accession negotiations started.
Over a period of decades, Turkey's economy has greatly integrated with the European Union. The EU-Turkey Customs Union and accession negotiations have played a crucial role in facilitating this integration process, which has gone beyond eliminating other restrictions on customs duties as well as on industrial and processed agricultural products. Customs union supported Turkey's adaptation to the technical aspects of the acquis, encouraged the vertical integration of Turkish firms in European production networks and supported the modernization of Turkey's customs administration. In addition, the ongoing accession negotiations have provided a framework that allows Turkey to follow economic reforms.
Although the tone of the mutual disclosures between Turkey and the European Union has been getting stronger in recent days, the experts point out that they are not able to give up of each other, especially in what concerns the economic issues. The death sentences following the coup attempt in Turkey, concerns about human rights violations and the threat of abrogating Erdogan's refugee agreement caused the EU-Turkey relations to retreat. Austria's Prime Minister Christian Kern claimed that Turkey would be dragged into the EU without the EU, and then demanded that negotiations be stopped.
According to experts' evaluations, especially when viewed from an economic standpoint, as mentioned, the two sides also need each other. The data show that the European Union (EU) is particularly important for the Turkish economy. The European Union is Turkey's largest trading partner. According to the latest report of the Ministry of Customs and Trade, as of June, the share of the European Union in Turkey's exports rose to 48.5 percent. In the first six months of 2016, this figure was $32 billion, continuing its steady progress, while exports of $64 billion were made to the EU by the end of 2015. 64 percent of investments made in Turkey are EU-funded. In terms of direct investment, not just exports, the EU has an important weight in the Turkish economy. As of June 30, about 50 thousand foreign companies registered with the Ministry of Economy data set are 23 EU based. According to the data of the Central Bank of the Republic of Turkey, these companies realized 64 percent of the direct investments in Turkey as of May. Considering the size of the direct investments between May 2002 and May 16, it turns out that the weight of the EU in the investments made in Turkey is 92 percent.
EU anchor is also important in terms of economic confidence. Bahçeşehir University Faculty Member, Dr. Seyfettin Gürsel, noted that the European Union is very important for Turkey, especially in terms of direct investments. Prior to 2005, Gürsel said that Turkey had attracted 2-3 billion dollars of international direct investment, and this year the direct investments with the EU started negotiations with the EU, reaching 15-18 billion dollars. Gursel said that the relations with the EU show a tendency to deteriorate. He said that without the EU, the Turkish economy will not collapse, but the growth will lead to a tempo shift and welfare losses will be experienced.
According to Selva Demiralp, Koç University Instructor Assoc., relations with the EU are not only important in terms of trade and investment figures but also in terms of confidence in the Turkish economy. Stating that Turkey's relations with the EU have made a significant economic development between 2002 and 2006, Demiralp emphasized that the EU anchor is still important for the perception of the Turkish economy.
Turkey is the 5th largest trade partner of the EU. It is also seen that Turkey is in an important position in terms of EU economy. Turkey has become the 5th largest trading partner of Europe. According to the European Commission's Directorate General for Trade, the EU exports to Turkey averaged 1.9 per cent year-on-year between 2011 and 2014, but rose to 5.9 per cent in 2015. Trade volume between the countries of the Union and Turkey was $ 142.6 billion in 2015. It is seen as an EU that gains from foreign trade between the two sides. The EU's trade with Turkey exceeded 14.6 billion dollars in 2015.
Europe finds quality workforce in Turkey. Parallel to this, the evaluations of experts who closely follow EU-Turkey relations point out that Turkey is an important part of the EU economy. EU expert Can Baydarol said that the Turkish market is critical for Europe, dealing with problems such, as the refugee crisis and the separation of Britain from the union, at the same time fighting the recession threat. Baydarol pointed out that our economic dynamism has moved to the east, and in this regard, the EU cannot take Turkey out of sight.
Bilgi University European Union Relations Program Instructor, Emre Gönen pointed out, that the human power grown in Turkey is important for EU. Noting that a famous French automotive brand carries the machines at its factory in Belgium to its factory in Turkey, Gönen stated that the quality of human power in Turkey is effective in taking this decision.

Esin Gedikoğlu

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

LISBON STRATEGY

The Lisbon Strategy is a development plan that restructures the EU economy and settled out the general perspective of the EU in its Lisbon European summit, headed by Portugal on 23-24 March 2000. Sexual discrimination in the economic territory, insufficient integration in the services sector, economic and social differences between regions, explanations on the qualifications of the labour force, no use of information and communication technologies, insufficient AR & GE investments, long unemployment, the economy lags behind Japan and the US, population Aging, has made the future strategic policy for the EU countries inevitable.

The Lisbon Report has identified the basic weaknesses and causes of the European Union's economy and suggested that the economy is shaped within the framework of the two main policy objectives. These goals were: one of the main aims of economic reforms was to turn the economy into a knowledge-based economy; the European Social Model should be redesigned to take human investment, especially education investments, among its priorities.

Six priority areas have been identified to achieve these two main policy objectives. These six areas are listed as follows:

I. E-Europe:
In order for the European Union to compete with the US in information technology, a number of proposals have been made, such as the completion of telecom privatizations and the investment in e-commerce. Some of those were:
Until the end of 2000, internet access costs should be reduced. By the end of 2000, regulations on e-commerce legislation and telecom privatizations in 2001 needed to be implemented. In 2001, all schools should be connected to the internet. In 2002, all teachers should have been trained in the use of internet and multimedia. Digital writing skills should be extended to all citizens until 2005.
ii. Internal Market:
A number of problems reduced the effectiveness of the European internal market. These problems are listed as follows:
a. Production in the EU countries, carried out by the public sector, is still 12 percent of the total national income; b. Costs arising for administrative reasons, called regulatory costs across the EU, are very high; c. Border barriers are still present, particularly in the service sector, stemming from various countries. d. Certain sectors, particularly the energy and aviation sectors, do not offer an open and integrated structure to all EU countries. In most EU countries, these sectors are in separate markets. However, these markets, which have a direct impact on consumer spending and labour costs need to be integrated.
Some of the suggestions for resolving these issues were:
Until June 2000, it was proposed to establish a 'European company' status in order to be able to operate in Europe and deal with a single legislation. By the end of 2000, it was proposed to remove all obstacles in front of service trade; it was anticipated that cross-border service trade would increase by 5 percent every year. Reduce regulatory costs arising from administrative decisions and bureaucracies. Public procurement laws were proposed in 2003 to switch electronic settlement of all of them. At the latest in 2004, it was proposed that the European energy markets be fully liberalized and integrated, the establishment of a single European aviation company and the development of rail transport.
iii. Financial Markets:
When compared to the US, financial in European Union countries the markets were scattered and the structure were far from the activity. An important problem in the development of financial markets was that there were various restrictions on pension funds. Recommendations produced:
Up to June 2000, it was proposed to make legal arrangements covering the entire EU capital markets and to remove tax packages on financial transactions. Until June 2000, it was proposed that priorities related to financial services should be set and implemented by 2005. It was proposed that the risk capital action plan was fully implemented in 2003. It was recommended that the financial services action plan would be completed by the end of 2005.
iv. Research Area
In a knowledge-based economy, the main factor behind economic growth and job creation is thought to be new and entrepreneurial firms. The only way for new and entrepreneurial firms to gain a competitive and effective structure is to attach importance to research and development activities. It is shown that research and development units in EU countries were working separately from each other and not having an adequate coordination. Recommendations:
It was recommended that the implementation of the 'EU patriot' in 2001. Until the end of 2000, it was proposed to establish 'centers of excellence' for research and to network each other. In 2001, a map of research and development activities should be drawn. Research activities, performance, and policies should be regularly reported on an annual basis. The circulation of researchers across Europe should be ensured. National research institutes should be established. In 2002, common objectives should be set in support of private sector research activities.
vi. Entrepreneur Europe
Even if some of the new ventures are not successful, the successful ones are transformed into highly competitive, competitive and dynamic corporations. These companies are also the most important sources of employment creation.
New and entrepreneurial firms play a very important role in increasing national income and increasing national income.
In order to support entrepreneurship, two basic measures have been proposed to the rapporteur. First, it should be a fundamental goal to provide a dynamic market environment for such companies to grow and grow in a competitive environment. The second proposed measure was the direct support of entrepreneurship on the basis of various sub-groups. For example, women entrepreneurs should be particularly encouraged, and giving a second chance to failed entrepreneurs.
In addition to these measures, some measures have been introduced in the fields of Education, Social Security, and Employment. Some of these measures include: At the end of 2005, the population in the 18-24 age group and secondary school graduate should be reduced by half. Until 2005, Internet access and lifelong learning opportunities should be guaranteed for all citizens. For the modernization of the social security system, a high-level working group should be established among the member states. Total investment in human resources should rise to one-quarter of GDP in 2005 and to 50 percent in 2010. In 2010, the employment rate of women should be increased from 60 percent to 51 percent (2000).

The progress achieved since the adoption of the Lisbon Strategy is summarized as follows: The national monopolies have been removed in many sectors, mainly telecommunication, railway transport, postal services, electricity and water distribution, and these sectors have been opened. Thus, an important step has been taken towards the creation of the European internal market; it has become possible to increase the quality of service and reduce costs without a serious loss of employment in these sectors. A great distance has been taken in the effort to transform knowledge-based economies, while the use of the internet in the business world, in the public administration and in the household, Internet access and usage in schools has increased to 93 percent.
From the end of 1999 to the end of 2003, a total of 6 million jobs were created within the EU economies. Thus, while the total employment rate increased from 62.5 percent to 64.3 percent, the long-term unemployment rate declined from 3 percent in 1999 to 3 percent in 2002.The habit of evaluating economic growth under the concept of 'sustainable growth' has been gained to a large extent. In particular, Member States have begun to make necessary reforms in their social security systems, taking into account the increasingly aging population. There is also a great deal of respect for the environment, which is another dimension of sustainable growth, and the protection of the natural environment.
Over the past four years, more than a hundred laws and regulations have been issued which have content consistent with the objectives of the Lisbon Strategy.

Kaan Ozturk

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

E agora? O que espera a Catalunha?

Puidgemont declarou unilateralmente a independência, E agora o que espera a Catalunha?
A declaração unilateral de independência geraria um declínio significativo da atividade económica, com uma mais que provável redução do crescimento económico e aumento do desemprego. O impacto económico e social desta declaração fez os mercados recuarem, deixando-os numa situação de incerteza e insegurança. O cenário que se abre não é promissor.
Sendo a Catalunha a comunidade autónoma com o PIB mais elevado de Espanha e a que tem a maior dívida em termos absolutos, uma possível independência teria um impacto pior que o Brexit: ao ficar fora da União Europeia (UE), veria o seu PIB baixar, e Espanha, por sua vez, ficaria sem os cerca de 220 mil milhões do PIB catalão. O “euro catalão” seria convertido numa moeda estrangeira, encarecendo as exportações e baixando a competitividade.
Embora os independentistas insistam que o euro permaneceria, os especialistas asseguram não ser possível. Poderia acontecer uma situação similar ao Kosovo e Montenegro: o euro como moeda, mas sem fazer pare da Zona Euro.
O sistema bancário de uma das regiões mais ricas do mundo poderia entrar em colapso, pois ficariam privados do acesso ao refinanciamento através do Euro Sistema. Fora do Banco Central Europeu (BCE), ficam vedados os acessos a linhas de crédito que permitiam às muitas entidades financeiras sobreviver à crise económica, e ficam comprometidas as garantias de liquidez.
Os fundos estruturais e de investimento da UE destinam-se à criação de emprego e de uma economia sustentável. Com esta medida tudo ficaria em aberto. Enquanto república, a Catalunha ficaria fora do Mecanismo Europeu de Estabilidade e a Segurança Social ficaria posta em causa, provocando um défice nas pensões. A Catalunha seria privada da cobertura do Estado para pagar os serviços públicos perante o incumprimento dos objetivos de défice e dívida.
O impacto social seria incomensurável: um estudo espanhol estima que cerca de 500 mil postos de trabalho seriam extintos devido à menor atividade económica e à saída ou deslocalização das empresas.
A saída representaria um forte abalo na área científica já que as empresas e Universidades deixariam de poder participar nos programas de pesquisa europeus.
A Catalunha é um dos principais destinos turísticos de Espanha. A independência não afetaria diretamente o turismo, mas as infraestruturas ficariam sem fundos e ajudas que o Estado prevê e destina para as mesmas.
O financiamento de um novo Estado, as pensões e os aumentos salariais estariam agora a cargo de um novo Estado, mas o argumento mais forte contra a independência é a total falta de preparação, como refere Wolfgang Münchau um dos colunistas influentes do Financial Times e diretor do Euro Intelegence, Acrescenta ainda que  “A independência constituiria um choque de uma ordem de grandeza superior ao mais difícil dos Brexits”.

António Cardoso

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]