segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Tarifas de eletricidade: é desta que diminuem?

Avizinha-se um novo ano e com ele vêm também descidas nas tarifas de eletricidade. É preciso relembrar que a tarifa é uma cobrança facultativa que decorre sempre que há uma utilização de serviços públicos, feita indiretamente pelo estado, através de empresas privadas que prestam serviços em nome do mesmo, e uma taxa é o que se paga ao Estado pela prestação de serviços, ou seja, basicamente, a diferença é que a taxa refere-se apenas ao âmbito público e uma tarifa não.
Apesar das receitas da EDP, e falamos da EDP por liderar o mercado do fornecimento da eletricidade juntamente com a Endesa e a Galp, terem sido menores devido às alterações climáticas deste ano, no entanto o presidente da empresa recusou-se  a aumentar preços pelo facto de serem arbitrados a nível ibérico. Apenas se registaria um aumento do preço caso existisse uma seca a nível ibérico, e por isso espera-se a partir de Janeiro do próximo ano uma redução de 0,2%, o que significa uma redução de 9 cêntimos numa fatura de 45,7 euros (ERSE). São ótimas noticias dado que já desde 2000 que não se verificava uma descida nas tarifas da eletricidade, ano em que se registou uma redução de 0,6%.
Na minha opinião, tudo isto só pode trazer vantagens consigo e ainda um aumento da competitividade neste setor de mercado, apesar de não ser uma poupança notória individualmente visto que são alguns cêntimos mensais que guardamos no bolso e de facto não é nada de abismal, mas, ao fim de um ano, já pode ser um euro ou dois e, a nível nacional, terá efeitos maiores e claramente que os consumidores não têm conseguido acompanhar as subidas de tarifas, taxas, impostos e preços.

Debora Ribeiro Maravilha

Bibliografia:
https://comparador.selectra.pt/fornecedores/ranking

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Inteligência Artificial: poderemos ser substituídos pela tecnologia?

       Num mundo em constante mudança, determinados momentos marcaram a evolução e o crescimento tecnológico para chegar à realidade que atualmente conhecemos. De extrema importância nesse processo foram, na minha opinião, as revoluções industriais. A primeira deu-se no século XVIII, com a transição de diversos processos de produção, que passaram a ser realizados com recurso a máquinas em vez de métodos artesanais.
         Atualmente, estamos a passar pela quarta revolução industrial, a Inteligência Artificial (IA). Define-se como IA o ramo da ciência da computação responsável pela elaboração de dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. Em suma, a IA não é mais do que uma forma de inteligência similar à humana exibida por mecanismos de software.
         Os chatbots de aplicações, como o Messenger do Facebook, os robôs que ajudam nos aeroportos, as máquinas que permitem encomendar ou receber comida nos restaurantes sem a interação com humanos ou os carros que se conduzem sozinhos, tudo isto são exemplos de Inteligência Artificial. Apesar de todos as consequências positivas que este avanço tecnológico, a meu ver, traz, quais serão os impactos de longo prazo no mercado de trabalho? De acordo com uma previsão do Fórum Económico Mundial, a IA será responsável pelo desaparecimento de cinco milhões de postos de trabalho até 2020, num grupo de 15 países desenvolvidos e emergentes. Contudo, um estudo da consultora Gartner, Predicts 2018:AI and the Future of Work, conclui que a IA irá criar mais empregos do que aqueles que destruirá no médio prazo, tendo, nesta perspetiva, efeitos mais positivos no mercado de trabalho do que negativos.
         Na minha opinião, é fácil perceber quais as vantagens associadas à IA, na medida em que podem tornar os processos de produção e automação, especialmente se forem repetitivos, mais rápidos e eficientes, bem como menos propensos ao erro. Podem, também, se usados para isso, ser instrumentos de auxílio ao ser humano em vez de substituição direta, possibilitando, desta forma, a especialização dos humanos onde estes são realmente necessários. Tomemos como exemplo uma loja. Enquanto que empregos de caixa podem ser facilmente substituídos, com os vendedores isso não acontecerá com tanta facilidade, uma vez que muitas pessoas preferem o contacto humano no atendimento.
         Porém, nem tudo é positivo. Para além da perda de milhões de postos de trabalho (de acordo com o Fórum Económico Mundial), a IA pode, a meu ver, ter também um impacto negativo ao nível dos relacionamentos das pessoas e na forma como estas interagem com a sociedade. Estas consequências são imprevisíveis, uma vez que ainda não se sabe ao certo de que forma a IA irá interferir neste aspeto da vida das pessoas. O risco de superação da inteligência humana também é um fator preocupante relativamente à IA, dado que, nessa circunstância, a incerteza é grande. Stephen Hawking defende, desde há algum tempo, que a IA pode mesmo acabar com a humanidade da forma que a conhecemos.
         Assim, penso que a inteligência artificial é uma ferramenta que, se usada da melhor forma, pode ter um impacto positivo de grandes dimensões na economia, uma vez que pode ser a grande responsável pelo aumento da produtividade das empresas. Contudo, pode levar a consideráveis perdas de postos de trabalho, o que pode ter consequências nefastas no mercado de trabalho.

Liliana Gestosa

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Natalidade em Portugal: “Este país não é para bebés!”

        A natalidade é o número de nascimentos ocorrentes numa determinada população e em dada data. A taxa de natalidade pode ser usada como indicador de fecundidade, sendo expressa pela proporção entre o número de nascimentos ocorridos num ano e o número efetivo da população, normalmente em permilagem.
         Em Portugal, temos uma diminuição notória neste índice nos últimos anos, começando a ser um grande problema. Como se vê no gráfico acima, repara-se que este número sempre se revela numa queda geral, desde 1960. Portugal foi considerado o país com a segunda taxa de natalidade mais baixa da UE, sendo esta igual a 8,4%o, o que nos indica que em 2016 nasceram cerca de 87 mil bebés.
         A realidade que enfrentamos agora é a maior frequência de casais com apenas um filho. Apesar de tal se verificar cada vez mais em outros países, esta verdade alcança níveis extremos e preocupantes na nação Lusitana.
Também a maternidade tardia começa a preocupar neste país. Isto é, cada vez mais notamos que as mulheres esperam mais e mais para ter o primeiro filho. Este atraso tende a dificultar uma segunda gravidez. Como se consegue verificar neste último gráfico, as mulheres portuguesas têm o seu primeiro filho com cerca de 30 anos, número que em dez anos sofreu um aumento de 2,1 anos, isto é, em 2006 as mulheres tinham o primeiro filho com mais ou menos 28 anos.
         Podemos afirmar que estes números de devem à crise económica que se sente em Portugal, adicionando-se a perda de capacidade do nosso país para atrair imigrantes e reter os jovens portugueses recém-licenciados como causas deste fenómeno.
Tendo em conta que estamos num dos países em que os casais têm menos filhos por mulher quer da União Europeia quer do mundo, devemos perguntar-nos se as condições existentes, como apoios e ajudas, são agradáveis para ter efetivamente o número de filhos desejados. Não acredito que esta pergunta tenha uma resposta positiva. Creio na necessidade urgente de aumentar os incentivos à natalidade. Sendo que isto pode até trazer instabilidade ao sistema social português num futuro próximo.
O que é certo é que a taxa bruta de natalidade tem vindo a aumentar desde 2014, mostrando um aumento na confiança dos Portugueses. Assim, a meu ver, é fundamental contrariar esta tendência, e evitar a inversão da pirâmide demográfica, para assegurar a sustentabilidade da sociedade portuguesa, e dar aos portugueses motivos para confiar no sistema.

Jéssica Costa

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

Uma boa notícia para Portugal

Na passada sexta-feira, dia 15 de dezembro de 2017, a agência Fitch subiu o rating de Portugal em dois patamares, de BB+ para BBB, cuja perspetiva associada a esta dotação é a de crédito “estável”. De notar que a notação atribuída pela Fitch a Portugal não era alterada desde novembro de 2011. Ora, com dois ratings positivos (a S&P também subiu o rating de Portugal em Setembro), temos o retorno de Portugal aos principais índices de obrigações, o que indica boas perspetivas de investimento em dívida nacional a juros mais baixos.
         Os investidores que debruçaram as suas ações sob a expetativa da Fitch tomar esta decisão agilmente compraram dívida portuguesa a preços mais favoráveis na expetativa de, com esta confirmação, vender mais caro a investidores mais cautelosos. Tendo em conta também que muitos investidores optam não por investir num emitente específico mas sim por investir num índice, se a dívida portuguesa volta a constar em determinado índice, isso leva a que muitos investidores tenham de comparar dívida pública.
         Temos portanto uma ótima notícia para Portugal tendo em conta que se pode financiar nos mercados com uma taxa de juro mais baixa e com forte interesse por parte dos investidores. Acrescentando-se que foi previsto que no ano de 2017 a economia portuguesa entregaria 4,3% do PIB apenas para saldar juros da dívida pública, uma notícia que indique que esta fatia do PIB possa diminuir nos próximos anos é obviamente agradável. É espectável que nos próximos meses recebamos uma boa nova similar por parte das restantes agências de rating tendo em conta o que as outras agencias já anunciaram, mas também tendo presente as melhorias a nível económico que o país tem apresentado nos últimos tempos, que contribuem para um clima de maior estabilidade.

         Ana Isabel Ferreira da Rocha

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

domingo, 17 de dezembro de 2017

INCÊNDIOS EM PORTUGAL

Os incêndios em Portugal são uma calamidade muito difícil de compreender em pleno seculo XXI.
Este Verão de 2017, que se estendeu até meados de outubro, trouxe-nos uma tragédia que não nos destruiu apenas a floresta portuguesa, mas também uma verdadeira tragédia humana com mais de uma centena de mortos. No entanto, muitas questões ficaram sem conclusões definitivas e consequente tomada de responsabilidades.
A demissão da Ministro da Administração Interna e de algumas chefias da Proteção Civil parecem ter acalmado os ânimos e, como era essencial, os meios de comunicação social e as forças políticas tiveram de virar a sua atenção para questões orçamentais e nomeações europeias. Mas muitas perguntas ficaram por responder, a começar pela origem do Grande Fogo de Pedrogão, o fogo que mais vítimas mortais causou! Quais foram as suas causas? Ficamos sem saber verdadeiramente o que foi, apesar do ridículo da trovoada que teria sido o ponto de ignição, mas a possibilidade fogo posto nunca foi devidamente considerada. Porquê?
Também nunca foi explicado devidamente quem efetivamente foi responsável pelas estradas não terem sido encerradas quando deviam e apenas quase 5 horas depois do primeiro alerta. E porque foram as pessoas encaminhadas para a agora denominada “estrada da morte” quando se sabiam as características daquela estrada, com copas de árvores a tocarem-se, formando um túnel infernal?
E porque não se explica também o motivo porque os meios aéreos da Força Aérea não são utilizados no combate a incêndios, preferindo-se pagar remunerações milionárias a empresas privadas para que utilizem os seus meios?! Na Força Aérea, será um problema de equipamento? Um problema de falta de formação dos pilotos para ataque a incêndios. É afinal o quê?
Isto para não falarmos do grande negócio da substituição das viaturas das corporações de bombeiros ou do magnífico negócio que é também o fornecimento de equipamento de proteção individual?
E mais perguntas? No pós-tragédia, o que está a ser feito em termos de ordenamento do território para que as desgraças deste Verão não se repitam? Certamente que não conseguiremos reflorestar tudo com espécies endógenas e não invasoras, mas certamente poderemos incentivar a limpeza das áreas de segurança, abrir os necessários caminhos de acesso, repor uma força anualmente presente de Guardas Florestais. As multas terão de ser bem duras para quem não garantir a limpeza dos seus terrenos. Infelizmente, em Portugal só funcionarão medidas de âmbito duramente punitivo. Por aqui passará a prevenção associada que terá de estar a um incansável combate e escrutínio de todo e qualquer tipo de aproveitamento pela indústria do fogo. Desde as celuloses, que têm todo o interesse em comprar madeira a 1/3 do preço, até vendedores de meios aéreos, de viaturas de combate de equipamentos de proteção… Todos têm de estar sobre muito próxima vigilância.
Do lado do combate, quando ele for necessário, teremos que ter um sistema de comunicações resiliente e redundante, que permita um ataque efetivo e atempado de situações, evitando assim o escalar das mesmas. Temos de ter uma Força Aérea ativa e empenhada no combate e na coordenação dos meios aéreos, que deverão, na medida do possível, ser nossa propriedade. Tem que também haver muito mais profissionalismo na coordenação ao combate, mas também no ataque efetivo do mesmo. A formação nos dois âmbitos terá de ser bastante reforçada para termos bombeiros e comandantes de bombeiros com os skills necessários a estes autênticos teatros de Guerra.
Infelizmente e para minha grande tristeza, creio que no Verão de 2018 vamos voltar a falar sobre este assunto e mais uma vez não será pelas melhores razões!

Mara Marques

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

A subida de Portugal em dois níveis para a Fitch

                No passado dia 15, a agência de rating Fitch subiu o rating português em dois níveis acima do considerado “lixo”. Mas o que é uma agência de rating e o que motivou esta subida?
         Uma agência de rating é uma empresa que avalia o risco de outras empresas ou países, tendo um papel muito importante nos mercados financeiros, ao longo dos últimos anos, devido à emergência de mercados em que se compram e vendem títulos de empresas, de dívidas e derivados. De todas as agências espalhadas pelo mundo, a Fitch, a Moody’s, a Standard & Poor’s e a DBRS são as reconhecidas pelo Banco Central Europeu (BCE) para avaliar o risco de Estados e empresas.
         A única agência que mantinha, durante a crise soberana, Portugal acima de “lixo” era a DBRS, sendo a única que garantia a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE. Ao longo do corrente ano, as avaliações feitas à classificação do rating português sofreram alterações. Já em setembro, a Standard & Poor’s tinha subido o rating de Portugal, deixando de estar no nível “lixo” para pertencer ao nível “investimento”, onde não se prevê risco de incumprimento no reembolso da dívida. Esta subida já tinha permitido que novos investidores passassem a poder adquirir títulos da dívida portuguesa, levando à descida das taxas de juro registadas após a decisão. Em outubro, a Moody’s manteve a classificação do país no primeiro patamar de “lixo”, no entanto perspetivava uma evolução positiva da dívida portuguesa.
         No dia em que as taxas de juro de Portugal, nos mercados, igualaram as taxas de juro de Itália, a agência de notação financeira Fitch subiu o rating português em dois patamares, deixando o “BB+” para pertencer ao nível “BBB”, dois graus acima do nível “lixo”. Esta espécie de movimento é muito pouco habitual e mostra como é importante, para os responsáveis da agência, corrigir em alta a classificação de Portugal nos mercados.
         O que permitiu esta subida, segundo a Fitch, foi essencialmente a descida no rácio da dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e a expectativa, tanto da agência como do Governo, de uma descida de mais de três pontos percentuais no rácio, podendo atingir os 127% do PIB. Além disso, o facto de Portugal estar a conseguir reduzir de forma sustentada e gradual o endividamento externo, a recuperação registada em 2017 da economia e também os esforços realizados para recapitalizar o setor bancário são fatores justificativos desta mesma subida por parte da agência de rating.
         Ficando apenas a faltar a subida de “lixo” por uma das agências, a Moody’s, é possível que esta subida na classificação se venha a realizar no próximo ano, uma vez que esta mesma agência prevê uma evolução “positiva” no rating.
         Na minha opinião, todas estas subidas e perspetivas de evolução “positiva” do rating português provocam um aumento da confiança na presença de Portugal nos mercados, levando ao aumento da visibilidade do país como também à inclusão da dívida no radar dos maiores fundos de investimento. Esta melhoria permite até que investidores mais passivos possam comprar também dívida portuguesa, levando a novas descidas nos juros portugueses, beneficiando assim o peso da dívida do Estado e, consequentemente, na generalidade as empresas e famílias.

Marisa Liliana Araújo Bertoluci Brito

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

A indústria do calçado em Portugal

            Ao longo dos últimos anos, as notícias acerca da expansão do setor do calçado em Portugal são um tema recorrente. A indústria do calçado tem vindo a apresentar um forte desenvolvimento nas últimas décadas, sendo este resultado da integração de Portugal no espaço europeu e o consequente acesso a um mercado maior.
         Segundo a APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), no ano de 2016, a produção de pares de calçado foi de 82 milhões, sendo que esta produção foi possível com um conjunto de 39 mil trabalhadores. O calçado produzido em couro, tanto para homem como para mulher, representou dois terços da produção de pares. Ainda neste ano, a produção de pares de calçado aumentou 4, correspondendo ao valor mais elevado obtido durante a última década.
         Em Portugal, o calçado em couro representa 90% das exportações de calçado, tendo como principais países de destino França, Alemanha, Espanha, Holanda e Reino Unido. Por outro lado, as importações relacionadas com o calçado centram-se, sobretudo, em materiais têxteis e plásticos, cujos principais parceiros são a Espanha e a China. A APICCAPS afirma também que, em 2016, o consumo de calçado em Portugal aumentou e atingiu o seu máximo, sendo este de 57 milhões de pares. 
         Relativamente ao emprego e produção na indústria do calçado, segundo a APICCAPS, estes dois componentes estão diretamente relacionados, isto porque quando se regista um aumento no emprego regista-se um aumento na produção, e vice-versa.  
         Apesar desta evolução positiva do setor do calçado,m há que realçar que a Ásia é uma forte concorrente, uma vez que é responsável por 87% da produção, sendo que só a China é responsável por 60% da mesma.
         Após terem sido expostos vários dados acerca da indústria do calçado, é importante ainda referir que nos últimos tempos este setor tem sido alvo de várias notícias, sendo que as mais recentes mencionam o facto desta ser “a indústria mais sexy da europa”. Esta notícia confirma aquilo que se pode encontrar no sítio da APICCAPS. Segundo esta associação, esta é a indústria mais sexy da Europa, uma vez que o calçado português é moderno, jovem, sexy e consegue combinar a tradição com as tecnologias de ponta e o “know-how” com o melhor design.
         Assim sendo, é de destacar que o presidente da APICCAPS, o empresário e designer Luís Onofre, afirma que a indústria do calçado precisa de pessoas jovens e que é necessário mostrar aos mais novos que a indústria se renovou e que tem uma visão mais direcionada para o futuro.
         Posto isto, é de salientar que a APICCAPS tem direcionado a sua estratégia para o mercado internacional e, por isso, apostado em programas de apoio à participação em feiras e na formação do capital humano que tem disponível. Ou seja, tem-se focado em trabalhadores com melhores e mais capacidades. O número de trabalhadores qualificados aumentos de 28% para 57%.
A meu ver, é necessário que se continue a apostar na indústria do calçado, sendo também fundamental que a APICCAPS continue a promover a participação das empresas portuguesas em feiras, como meio de dar a conhecer os produtos nacionais. Estas medidas aliadas à formação contínua dos trabalhadores são pontos fulcrais não só para atingir a meta da “formação ao longo da vida”, mas também porque só assim conseguiremos acompanhar o mercado internacional e, desta forma, chegar ao topo.

Ana Carolina da Silva Ferreira

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]