Blogue de apoio à unidade curricular "Economia Portuguesa e Europeia"
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Carros Elétricos – uma solução ambiental em crescimento
Os
carros elétricos são um tema muito atual, tanto a nível do nosso país como a
nível mundial, pois estes podem ser vistos como uma solução necessária para a
população, uma vez que todos os cidadãos beneficiariam com a consequente
diminuição drástica da poluição do ar. Os veículos elétricos diferenciam-se dos veículos usuais
pelo facto de utilizarem um sistema de propulsão elétrica e não a solução comum
de motor de combustão interna. Deste modo, os primeiros não emitem ruído nem poluem
o ambiente. Atentos a esta realidade, os
grandes fabricantes de automóveis têm desenvolvido diversas tecnologias
alternativas, permitindo disponibilizar no mercado cada vez mais automóveis
elétricos.
Em
Portugal, foram vendidos quase mil carros elétricos até ao final de agosto
deste ano, tendo sido atingida a quota de apoio do Fundo Ambiental em apenas
oito meses, pelo que, do meu ponto de vista, talvez seja necessário aumentar o valor desta
mesma quota de apoio para o próximo ano. Na verdade, 2017 marca a
diferença no mercado nacional destes automóveis, que passam a ter um volume
anual de vendas muito significativo e sem precedentes. Entre os anos de 2010 e
2017, verificou-se a venda de 2319
veículos elétricos ligeiros em Portugal e até julho deste corrente ano o número
já ascendia os 921 carros, o que corresponde a mais 129,7% do que nos primeiros
sete meses do ano de 2016. O mercado português de veículos elétricos começa, assim,
a ter uma manifestação significativa, o que demostra que a sociedade poderá estar
cada vez mais alertada e preocupada com o ambiente e as suas possíveis
soluções.
Também a
indústria de automóveis aposta em maior escala na produção de veículos
automóveis elétricos. Deste modo, prevê-se que, entre 2025 e 2030, os carros
elétricos tornem-se mais competitivos face aos de combustão interna,
correspondendo a 54% das vendas de novos carros até 2040. Na minha opinião, a
principal razão poderá derivar da queda acelerada do preço dos carros elétricos,
estimulada pela descida do preço das suas baterias. Assim sendo, será mais
fácil combater as alterações climáticas com uso maioritariamente de carros
elétricos.
A
meu ver, é possível salientar alguns obstáculos que impedem o aumento da venda
de viaturas deste tipo, nomeadamente: a falta de incentivos e de mais informação
útil para os futuros compradores, assim como as limitações de autonomia que ainda
existem.
Relativamente
aos incentivos, já há alguma preocupação de melhoramento dos mesmos, pois no
próximo ano haverá apoio para quem comprar um automóvel elétrico, uma vez que receberá
um cheque de 2250 euros. Porém, este apoio poderá não chegar a todos, na medida
em que neste corrente ano o incentivo limitou-se apenas às primeiras mil
unidades vendidas (limite este que foi atingido no final de agosto), assim como
a isenção do imposto único de circulação (IUC) e o facto de os
consumidores poderem ser remunerados pelo abate ou entrega do seu veículo
antigo.
Uma outra
forma de incentivo seria criar uma nova taxa para os veículos movidos a
combustíveis fósseis. No que concerne às empresas, há a possibilidade de isenção
na tributação autónoma e da dedução do imposto sobre o valor acrescentado (IVA),
o que poderá levar a que Portugal acompanhe o crescimento das vendas destes
automóveis que já se verifica a nível europeu.
Efetivamente,
estas medidas podem ajudar nas escolhas dos portugueses face aos automóveis
elétricos. Também os governos dos vários países estão a incentivar
cidadãos e construtoras automóveis a trocar os motores de combustão por motores
elétricos, de forma a conseguirem cumprir as suas metas para a redução da
emissão dos gases de efeito de estufa e da poluição nas cidades.
A mudança para
o carro elétrico tem sido acelerada por fatores ambientais e pelo
desenvolvimento da tecnologia de mobilidade autónoma e de energia renovável. No
entanto, a nível de consumo de energia, importará ser crescentemente eficiente,
pelo que os carros elétricos terão de consumir muito menos para conseguir
percorrer a mesma distância que os modelos que usam combustíveis fósseis. Isto implica
que, se a
energia elétrica for proveniente de fontes renováveis, o impacto em termos de
emissões de gases de efeito de estufa, considerando o ciclo de vida dos
automóveis elétricos, será seis vezes e meia menor em comparação com os
veículos comuns.
Concluindo,
os carros elétricos já são uma mais-valia no combate à poluição e consequentes
alterações climáticas prejudiciais para toda a sociedade. De facto, com os
incentivos existentes, verificou-se um aumento muito significativo das vendas
destes automóveis a nível nacional, prevendo-se que este aumento seja
progressivo para os próximos anos.
Inês Isabel
Carvalho Garcia Pinto Pereira
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
UM UBER SEM NIGUÉM AO VOLANTE
Nesta
altura, o tema dos carros autónomos já começa a ser um tema que se houve
bastante, mas que continua a ser uma realidade distante que, para já, apenas
está presente nos Concept Cars de
algumas marcas de automóveis. Pois, isso era o que eu inicialmente pensava e o
que muitos ainda pensam, no entanto, não é assim tão verdade quanto isso, uma
vez que já vemos na estrada carros que estacionam sem a necessidade de
intervenção por parte do condutor e alguns carros autónomos estão já a ser
efetivamente testados nas estradas e até já são considerados legais, como é o
caso da Alemanha, que se assume, assim, como o primeiro país a legaliza-los.
Esta
medida, apesar de ser um grande passo na direção da automatização da condução,
não permite ainda que não haja um condutor encartado atrás do volante, pronto a
assumir o comando, e também não permite que os automóveis se encontrem naquilo
que se chama o nível 5 da condução automática, que é quando o automóvel é
totalmente automatizado e não tem qualquer tipo de comandos a ser tomados pela
mão humana, ou seja, tem que haver a possibilidade de o condutor poder tomar
rédeas da situação a qualquer altura. Nos Estados Unidos, já há entregas de pizza feitas com carros autónomos e, em
Portugal, os testes deste tipo de automóveis terão início em 2018, por parte da
Indra, em Lisboa e Coimbra, cujos veículos virão de França e Espanha, mas um
deles é um automóvel modificado pela Universidade de Aveiro.
Outro
projeto que, até este ano, eu desconhecia é o projeto da Waymo, que foi
anunciado no Web Summit de 2017, em
Lisboa. Este projeto consiste em tornar os carros autónomos acessíveis às
“pessoas comuns”, sendo este considerado o próximo grande passo a dar pela
empresa. A ideia inicial é criar uma espécie de Uber com estes carros, em que
as pessoas podem escolher o modelo de carro que querem, de entre os modelos
disponíveis, e podem solicitá-los apenas para uma deslocação de um ponto da
cidade para outro (exatamente como um Uber ou um táxi) ou podem solicitar o
carro por um período mais alargado de modo a ter transporte, por exemplo,
durante todo o seu período de férias, sem ter que, para isso, comprar um carro.
Tudo isto é feito mediante um pagamento de um aluguer adequado ao serviço
solicitado. Este projeto promete contribuir em muito para a diminuição dos
acidentes de trânsito e das mortes na estrada, pois elimina o erro humano.
Perante
toda esta evolução, surge uma questão acerca da legislação a ser aplicada a
este tipo de automóveis e sua condução. É preciso ter em conta as normas do
código de estrada em vigor e as que precisam de ser alteradas. Por exemplo, um
dos propósitos deste tipo de carros é permitir à pessoa que estaria a conduzir
ocupar o seu tempo com outras atividades mais produtivas, nomeadamente,
envolvendo o uso de tablets,
computadores, telemóveis e livros. Ora, a utilização dos mesmos não é permitida
atualmente, pois o condutor tem de se focar apenas na condução, mas com um
carro que não precisa de ser conduzido essa atenção já não será tão necessária.
Será, ainda, uma necessidade essencial que os fabricantes forneçam toda a
informação de forma clara a quem utiliza estes automóveis, para que não sejam
utilizados sem os devidos cuidados, como consequência de expectativas
diferentes da realidade. Outra medida a ter em conta é o facto de se possuir ou
não a carta de condução, ou seja, se eu não tenho carta e quero deslocar-me,
posso chamar um Uber ou um táxi, mas se chamar um carro da Waymo sem um
condutor não haverá ninguém com carta de condução dentro do carro, no entanto
ele anda na estrada da mesma forma. Será isto possível?
Bem,
para já, no único país onde estes veículos são legais, isso não é possível,
pois a lei Alemã obriga a que um condutor encartado esteja atrás do volante,
mas a mudar-se esta legislação o que acontecerá com as escolas de condução? Poderá
ser um golpe muito grande para toda uma parte do tecido empresarial português,
levando ao encerramento de muitos destes estabelecimentos. Será também necessário
estipular como se dará a tributação relacionada com estes carros e a forma como
se dará a sua introdução no mercado e na vida quotidiana da sociedade.
Na minha opinião, este poderá ser um
futuro relativamente próximo, representando mais um passo na direção da
evolução, mas tem que ser muito bem delineado, sem pressas e com todas as
devidas proteções, de forma a que não haja contratempos perigosos ou até fatais,
e de forma a que a legislação tenha tempo de acompanhar esta mesma evolução. De
um modo geral, esta poderá ser uma ótima oportunidade para o mercado português,
caso este decida investir nesta vertente, e é muito bom que Portugal vá fazer
parte deste movimento já no próximo ano e com a participação direta de uma das
nossas universidades.
Bárbara
de Sousa Gomes
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
O CR7 do Eurogrupo chegou mesmo a presidente
Depois de nos últimos dois anos ter conseguido responder às
dúvidas, em Portugal e em Bruxelas, quanto à capacidade de cumprir regras,
reduzir o défice e fazer a economia portuguesa crescer, o ministro das Finanças
português foi o vencedor da corrida à presidência do Eurogrupo. Não foi logo à
primeira, mas à segunda volta.
A decisão sobre quem iria assumir a presidência do Eurogrupo foi tomada e o vencedor foi Mário Centeno. Visto como favorito à corrida desde o início, tinha três adversários: os ministros das Finanças da Letónia, do Luxemburgo e da Eslováquia.
A decisão sobre quem iria assumir a presidência do Eurogrupo foi tomada e o vencedor foi Mário Centeno. Visto como favorito à corrida desde o início, tinha três adversários: os ministros das Finanças da Letónia, do Luxemburgo e da Eslováquia.
Após a segunda volta, Mário Centeno
recebeu a notícia de que seria o vencedor, numa disputa com o eslovaco,
Pierre Gramegna, depois da desistência do candidato luxemburguês Peter Kazimir.
No final da votação, o atual presidente, Jeroen Dijsselbloem, anunciou que Centeno tinha sido o
escolhido entre "quatro candidatos excelentes" e desejou-lhe
felicidades para o novo cargo. Dijsselbloem já anteriormente tinha sido
portador de boas notícias, sem querer, ao dizer, num deslize, que Mário Centeno seria o seu sucessor.
“Sou presidente até dia 12 de janeiro e Mário Centeno, assumirá o cargo, a
13", disse aos jornalistas à entrada da reunião que iria decidir o
vencedor. E se à entrada da reunião, Mário Centeno referiu estar confiante,
depois da vitória disse estar preparado e ansioso para formar consensos: "É uma
honra devido à relevância deste grupo, à qualidade dos meus colegas e à
importância do trabalho que temos de fazer nos próximos anos", declarou,
durante a conferência de imprensa.
Este resultado é bem visto e consensual da esquerda à
direita, Governo, Presidente da República e até a oposição já demonstraram o
seu agrado com a nomeação. “Com esta eleição não há
margem nem para descuidos, nem aventuras”, disse o Presidente
da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que felicitou a conquista do ministro das Finanças,
mas reforçou alertas: “Se o Governo não
estivesse a produzir bons resultados, o presidente do Eurogrupo não
seria o ministro das Finanças de Portugal”. A partir de Marrocos, António Costa referiu-se à eleição do seu ministro das
Finanças como um reconhecimento internacional da credibilidade de Portugal
numa área sensível: “Não é possível presidir ao Eurogrupo e
depois prevaricar dentro de casa”.
Do lado do PSD houve saudações mas também alertas: a “Política de oposição não mudará pelo facto de o ministro
das Finanças ser presidente do Eurogrupo”. Também o CDS afirmou que
a eleição deve ser valorizada, mas que o seu sucesso vai depender do “desempenho do próprio”. E
que o Ministério das Finanças não deve ser descurado.
Na minha opinião, e indo em consonância com o que foi
anteriormente escrito, esta eleição é notável pois reflete o bom trabalho e os
bons resultados que têm sido obtidos pelo atual governo. Pode, esta eleição,
significar, também, uma maior capacidade de negociação de Portugal junto de
Bruxelas. Sendo assim, além do reconhecimento do trabalho que tens sido
realizado, Portugal pode também ver a sua capacidade de negociação
internacional aumentada.
António Manuel Freitas
Martins Cardoso
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
Estarão os Portugueses a gastar mais no Natal?
Recentemente,
foi divulgado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) que o poder de
compra em Portugal fixou-se em 77,3% da média da União Europeia, em 2016,
sofrendo um ligeiro aumento face ao ano anterior (76,8), ocupando o 14º lugar
entre os Estados-membros. Portugal mantém-se à frente de países como a
Eslováquia, Lituânia, Estónia, Grécia e Letónia, ficando muito atrás do
Luxemburgo, que ocupa a 1ª posição.
Face
a esta notícia, achei interessante analisar alguns estudos recentes em relação
às intenções de compra dos Portugueses. A febre das compras de Natal chegou e,
como é hábito na nossa sociedade, não há Natal sem presentes para amigos e
familiares. Todavia, esta ideia de que no Natal se
pode gastar sem pensar, confiando que a economia está a recuperar e que podemos
abrir largamente os cordões à bolsa, será realmente verdade?
Segundo um estudo da Deloitte, no ano passado, o consumo estimado
dos portugueses para a época festiva era de 356€ por, agregado familiar. No
entanto, para este ano, as famílias portuguesas esperam gastar, em média, 338€,
o que significa uma diminuição face ao ano passado. Será uma contradição face à
notícia divulgada pelo INE? A resposta é não. Neste estudo, a conclusão é que Portugal é o único país que sente que o seu poder de
compra evoluiu favoravelmente face ao ano passado. O que acontece é que o consumo efectivo tem sido, normalmente, superior ao
esperado: perto de metade dos consumidores nacionais gastou mais em 2016 do que
tinha pensado, incluindo as festas de Natal e de Ano Novo. As promoções e o aumento do rendimento
disponível são as principais razões que levam os portugueses a gastar mais do
que o esperado. Andando para trás, se analisarmos o consumo esperado entre 2009
e 2014, regista-se uma queda superior a 50%: dos 620 para os 270 euros.
Na minha opinião, este estudo revela que as
famílias portuguesas estão otimistas quanto ao estado da economia e começam a
recuperar poder de compra, após um período de recessão, contudo, mostram-se
contidas nas despesas. Continua a haver um principal gasto do orçamento
natalício nas prendas e mercearias, mas há claramente uma diferença
significativa face aos gastos antes do período de crise em Portugal.
Esta mesma consultora, a Delloite, revelou que, em Portugal,
quase nove
em cada dez consumidores continuam a preferir fazer compras maioritariamente em
centros comerciais, colocando o comércio tradicional em segundo plano. No entanto,
o "fenómeno" que está a ganhar mercado são as compras de natal pela
internet. A poupança de tempo e preço estão entre as principais razões
apontadas pelos portugueses para fazerem as compras via online.
De
uma perspetiva pessoal, acho que o comércio tradicional tem vindo novamente a
ganhar quota de mercado e que a tendência das famílias portuguesas em fazer
compras neste tipo de comércio também tem vindo aumentar. Ter um atendimento
mais pessoal, conseguir fugir à confusão dos centros comerciais são pontos
muito positivos. No entanto, é um facto que por vezes torna-se um pouco difícil
competir, em preços, com cadeias mundialmente conhecidas e que, por vezes,
conseguem oferecer promoções e descontos mais apelativos para os consumidores.
Devo contudo confessar que devemos continuar apostar no comércio local e
promover o seu crescimento.
Marina Vieira Pires
[artigo de opinião produzido no âmbito da
unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de
Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
Coesão Económica na União Europeia
Na
semana anterior, os membros do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia e do
Conselho Europeu chegaram a um consenso sobre o rumo do Plano Juncker e
decidiram aumentar o Fundo Europeu para Investimento Estratégico para os 500
mil milhões de euros. À luz desta notícia, decidi dar a minha opinião sobre o
assunto enquanto concilio alguns conceitos abordados nos meus estudos.
No tratado de Maastricht, em 1991, foi
implementado um dos grandes pilares da União Europeia: a criação de uma união
monetária. A moeda única não só nos permite excluir da equação os custos de conversão
mas também os riscos cambiais. Mas existe uma problemática associada a estes
benefícios que será a dificuldade por parte do Banco Central Europeu conduzir
uma política monetária adequada a todos os países na presença de choques
assimétricos (diferentes de país para país). Para acabar com este problema é
necessário que exista uma convergência a nível económico, para se chegar a uma
área monetária ótima, uma área onde uma moeda única é solução deveras mais
eficiente, onde as oportunidades proporcionadas pela moeda sejam superiores aos
custos provenientes da perda de independência.
É por estas razões que iniciativas como
o Plano Juncker são essenciais. No caso de Portugal, já foram financiados mais
de 1,209 mil milhões de euros, o que financiou 15 projetos nas áreas das
infraestruturas e inovação e 7 acordos com intermediários financeiros que
beneficiaram 1314 pequenas e médias empresas e “startups”. Além disto, os
fundos são direcionados para áreas da economia com pouco apoio, como é o caso
do ambiente, a energia e os transportes. Ao fazer isto, não só se tornam mais
atrativos os setores ao investimento como também se eliminam barreiras ao
desenvolvimento.
Este crescimento não é superficial, é
intrínseco, e pode ser o “empurrão” que Portugal precisa para voltar ao caminho
da prosperidade e talvez, até, a coesão que traz pode levar a que a Europa
volte ao caminho certo. Não existem “desculpas” para Portugal ficar atrás dos
seus companheiros europeus com tantas oportunidades para crescer.
Adriano Lopes
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
Os efeitos da crise financeira portuguesa nas famílias
Atualmente,
Portugal atravessa um excelente período económico. Recentemente, a Fitch e a Standard & Poor’s retiram o país da categoria de lixo. Além
disso, o Banco de Portugal melhorou as suas expetativas de crescimento do PIB e
das exportações. Apesar disto tudo, não há muito tempo, Portugal passou por uma
crise económica financeira que acabou por afetar as famílias portuguesas. Em
2011, face a um fraco crescimento e a uma subida a pique da dívida pública e do
défice, o governo na altura decidiu pedir ajuda às instituições financeiras
internacionais. Medidas de austeridade foram implementadas para “apertar o
cinto”. Apesar da melhoria das contas públicas e recuperação da confiança dos
investidores, essas medidas acabaram por piorar a recessão e prejudicaram as
famílias e as suas escolhas.
Entre
2010 e 2014, segundo o INE, a carga fiscal em % do PIB aumentou de 30,4% para
34,3%. Isto mostra-nos claramente um maior peso sobre a economia e, por isso,
sobre as famílias. Este aumento da carga fiscal provocou uma diminuição dos
rendimentos das famílias. Em 2010, as famílias registavam perto de 130 mil
milhões de euros em rendimentos disponíveis brutos, tendo esse valor sofrido
uma queda violenta até 2014, cujo valor ficou à volta dos 117 mil milhões. Face
a esses indicadores, verifica-se que as escolhas de consumo das famílias foram
afetadas. Segundo a Pordata, no mesmo período que estamos a analisar,
registou-se uma descida das despesas de consumo das famílias de 122 mil milhões
para praticamente 114 mil milhões de euros.
Contudo,
apesar de entre 2014 a 2016 a carga fiscal em % do PIB e os rendimentos
disponíveis das famílias terem praticamente estagnado, as despesas de consumo das
famílias aumentaram. Isso pode ser justificado pelo aumento da confiança das
famílias na economia, já que, nos finais de 2013, Portugal tinha saído da
recessão e registado uma recuperação, pelos baixos valores dos juros e pelas
famílias não verem benefícios em adiar o seu consumo, tendo em conta os valores
da taxa de poupança.
Atualmente,
este governo tem implementado uma política de recuperação de rendimentos. Essa
recuperação de salários tem ajudado a fazer crescer o consumo, mas há que ter
cuidado em não provocar um défice na balança comercial.
Paulo Francisco Ferreira Lopes
Nota: Todos os
dados mencionados neste texto foram retirados da Pordata e do INE
[artigo de
opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e
Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
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