terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ingreso de Reino Unido al TLCAN

Según El Economista, Reino Unido podría unirse al Tratado de Libre Comercio de América del Norte si no logra un pacto comercial con la Unión Europea tras el Brexit.
El Tratado de Libre Comercio de América del Norte es un acuerdo comercial celebrado entre los tres países de América del Norte: Canadá, Estados Unidos de América y México. El tratado fue firmado en noviembre de 1993 y entró en vigor el 1° de enero de 1994.
El TLCAN tiene como propósito: Favorecer la apertura comercial a través de la eliminación de barreras arancelarias y no arancelarias del comercio y la inversión; Proteger los derechos de propiedad intelectual; Promover la cooperación trilateral, regional y multilateral; Eliminar obstáculos al comercio; Facilitar la circulación transfronteriza de bienes y servicios; Aumentar las oportunidades de inversión e instaurar entre los territorios de los tres países una “zona de libre comercio”.
Brexit es una abreviatura de dos palabras en inglés, Britain (Gran Bretaña) y exit (salida), que significa la salida del Reino Unido de la Unión Europea.
Se dice que los ministros de Reino Unido están revisando la idea de ingresar al TLCAN ante la posibilidad de que Reino Unido abandone la Unión Europea en marzo del 2019 sin un acuerdo comercial. Pero también el presidente de los Estados Unidos, desde su entrada al poder, ha comentado que quiere dar fin a este tratado, ya que dice que no es útil para los intereses de su país.
Por el lado del gobierno mexicano, aseguran que no pasa nada, que las negociaciones siguen su ruta normal, pero con todo lo que el presidente de los Estados Unidos dice, no se sabe si en algún momento realmente quiera salir del tratado o no.
El problema en esta negociación es que, para Estados Unidos, México no es un país necesario en su tratado, pero para Canadá y, en este caso, Reino Unido, el bloque comercial estaría completo si México estuviera ahí.
Este es un tema muy complejo, ya que, para empezar, el Tratado tiene en su nombre “América del Norte, porque los miembros son de América del Norte, mientras que Reino Unido pertenece a Europa y el nombre tendría que ser cambiado completamente. En mi opinión, los intereses comerciales de los países europeos son distintos a los de países de América, por lo que tendrían que plantearse nuevos acuerdos y nuevos objetivos a perseguir, con la adición de otro país.
Es un tema que impactaría mucho de forma económica, social y política, por lo que, en mi opinión, no es un tema tan simple. No es solo decir que quiero formar parte de un tratado que lleva años funcionando solo con tres miembros. Esto toma tiempo, ya que se tienen que considerar muchos puntos y, en este caso, no solo Reino Unido debe de pensar en lo que quiere, si no los otros tres países ya miembros deben de pensar si realmente quieren agregar un nuevo miembro al TLCAN.
Mayra Olascoaga Vergara
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

A greve instalada em Portugal

Hoje, em Portugal, um dos temas mais falados e com mais impacto no país é a greve que se instalou por parte dos Enfermeiros. Esta é liderada pelo dirigente sindical José Azevedo, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Enfermagem, que engloba o Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem e, por José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. 

Primeiramente, o Sindicato dos Enfermeiros, foi fundado no dia 8 de junho de 1934 e era constituído por cinco enfermeiros, que à data, criaram e defenderam as linhas e as diretrizes que haviam de perdurar até aos dias de hoje. A sua criação teve como principal objetivo a dignificação da Enfermagem, que era um problema recorrente àquela época, uma vez que a população recorria a outras formas de curandeirismo e a situações menos recomendáveis, o que constituía um atentado ao perfil que se pretendia criar de um enfermeiro.

Depois de muitas conquistas e superação, nos dias de hoje, a luta continua! A greve é um direito de todos os trabalhadores e tem como propósito forçar o patronato a ouvir as reivindicações dos cidadãos. Os principais protestos dos Enfermeiros e os temas abordados na reunião com o Ministério da Saúde são o aumento das remunerações e a reimplantação das 35 horas de trabalho semanal. 

É completamente impensável que nos dias de hoje a classe a que pertencem os Enfermeiros continue a ser tão discriminada e considerada inferior e secundária, comparativamente, por exemplo, aos médicos, nomeadamente nos salários. Os médicos são 14% dos funcionários do ministério e ganham 87% da massa salarial total. Os Enfermeiros são 33% e, junto com os outros profissionais, recebem os outros 13%. 

Qual é a justificação para existir tamanha discrepância?  Não existe alguma justificação. Apenas existem os factos, e os factos dizem-nos que um médico assistente começa com um vencimento de 2.746 euros, enquanto que os enfermeiros têm atualmente um salário base de 1.200 euros brutos. 

Todo este processo não tem como objetivo fazer com que os Enfermeiros ganhem mais que os médicos, mas sim que comecem a ganhar o que merecem, e pelo que trabalharam toda a sua vida. Isto influencia em tudo a Economia Portuguesa mas, na minha opinião, estando assente em todas as informações que retirei, sim vale a pena!

Maria Inês Dias Pinto

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-09-29-Sindicato-dos-Enfermeiros-adia-entrega-do-pre-aviso-de-greve
http://www.sindicatodosenfermeiros.pt/index.php/o-sindicato/historia
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/sindicato-dos-enfermeiros-greve-em-suspenso-ate-quarta-feira-214787

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

Incêndios florestais: 2017 como um dos piores anos da última década

Um incêndio florestal é o fogo que se estende sem controlo em terreno florestal ou silvestre, afetando os combustíveis vegetais, flora e fauna. Um incêndio florestal distingue-se de outros tipos de incêndio pela sua ampla extensão, a velocidade com a qual se pode estender desde o seu lugar de origem, o seu potencial para mudar de direção inesperadamente e a sua capacidade para superar obstáculos como estradas, rios e aceiros.
Através da análise da base de dados nacional, registamos, entre 1 de janeiro e 30 de setembro de 2017, um total de 14.097 ocorrências (2.951 incêndios florestais e 11.146 fogachos) que provocaram uma área ardida de espaços florestais de 215.988 hectares, entre 117.302ha em povoamentos e 98.686ha em matos. Contabilizamos, então, uma destruição de milhões de toneladas de madeira muito desvalorizada, uma destruição de bens materiais e da biodiversidade e uma quebra de receitas para o turismo e para a economia.
Estas perdas prejudicam a economia portuguesa uma vez que, em 2015, os diferentes produtos das fileiras florestais demonstraram uma enorme relevância na balança comercial nacional (10% das exportações e 4% das importações nacionais). O saldo da balança comercial dos produtos de base florestal apresenta uma trajetória crescente desde 2009, sendo que em 2015 registou-se um excedente de 2,5 mil milhões de euros.
Entrando numa área mais particular, especificamente nas regiões de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, Sertã, Pampilhosa da Serra e Góis, a Autoridade Nacional de Proteção Civil apontou prejuízos no valor de 4,5 milhões de euros, sendo que 27 milhões correspondem a danos totais ou parciais apenas nas habitações. Foram também afetadas 50 empresas, levando a uma perda de 374 postos de trabalho, com danos avaliados em 31 milhões de euros. Os produtores agrícolas também foram atingidos, com um prejuízo de 21,5 milhões de euros, exteriorizando-se numa futura diminuição das exportações, mas também na perda de pequenos quintais ou terrenos agrícolas que, numa situação normal, não receberiam um apoio do governo, mas que eram muito importantes para a subsistência das famílias.
Assim sendo, questões como uma necessidade de resposta mais urgente, que possa garantir as condições básicas à população, como habitação, floresta, atividades económicas, agricultura, infraestruturas e equipamentos municipais, rede viária nacional e proteção civil, carecem de um financiamento de 193 milhões de euros. Para fazer frente a estas despesas, o Estado Português e os seus Órgãos de Soberania devem deixar-se de conversa fiada e proporcionar os meios necessários para uma recuperação sustentável. Como tal, está previsto no Orçamento de Estado de 2018 uma verba de 27 milhões de euros para a Liga dos Bombeiros enfrentarem cada vez mais facilmente os incêndios, de forma a diminuir, consideravelmente, os danos que estas tragédias provocam.
A nível europeu, houve uma evolução em termos ambientais em 1992, com a criação do Programa LIFE, que se trata de um instrumento financeiro da União Europeia que apoia projetos de conservação ambiental e da natureza. O programa já cofinanciou mais de 3700 projetos em todo o espaço da UE, contribuindo com cerca de 2,8 biliões de euros para a proteção do ambiente, evitando assim prejuízos ambientais e económicos ainda maiores. Um dos instrumentos utilizados é o “Natural Capital Financing Facility (NCFF)”, que fornece soluções financeiras inovadoras para apoio a projetos rentáveis (geração de receitas ou redução de custos), promovendo a conservação, gestão e valorização do capital natural e os benefícios de adaptação ao clima. Os projetos serão financiados através de intermediários financeiros nacionais e a gestão deste instrumento é feita pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).
Desde o lançamento do Programa LIFE, Portugal já foi cofinanciado em 153 projetos, estando 71 focados na inovação ambiental, 79 na conservação da natureza e 3 na informação e comunicação. Estão, assim, representados investimentos no valor de 155 milhões de euros, 89 dos quais contribuídos pela UE.
Com tudo isto, podemo-nos questionar acerca dos danos que 2017 irá trazer para a nossa economia, tendo em conta os benefícios que retiramos das nossas florestas. Será que a balança comercial sairá muito afetada? Ou será o financiamento do Estado suficiente para controlarmos as produções e exportarmos em quantidade relativamente igual? Para já, não há uma resposta, resta-nos esperar pelas estatísticas e acreditar que o Estado não irá ficar indiferente a esta situação.

Marta Daniela Vale Pinto

http://www.icnf.pt/portal/florestas/fileiras/resource/docs/Mercados-Florestais-2016.pdf  

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

Trabalhadores-Estudantes

Pode-se dizer que os trabalhadores-estudantes estão entre aquelas pessoas que têm vontade de estudar e alcançar um futuro melhor, que, apesar da escassez de tempo e recursos, e, neste caso, se envolvem no ensino superior perseguindo esse desejo enorme.
No entanto, parece que o seu esforço é em vão, pois está previsto que venham a ser sujeitos a novos encargos financeiros. Todos os trabalhadores-estudantes, do ensino secundário, superior ou pós-secundário não superior, com contrato de trabalho devem entregar 10% dos seus rendimentos ao Estado, assim o diz a proposta do Orçamento de Estado para 2018.


Na apresentação do Orçamento de estado, esta medida enquadra-se no apoio aos jovens, como se vê na imagem acima. No entanto, a meu ver, de apoio esta medida não tem nada. É uma medida que desincentiva a conciliação do trabalho com os estudos, que desmotiva o esforço feito por estas pessoas incríveis que dão tudo o que podem e conseguem na sua rotina diária. Acredito que esta medida será um marco no que toca à quantidade de trabalhadores-estudantes, um número que creio que vá diminuir significativamente.
Não se deve esquecer que há alunos do ensino público a trabalharem para não sobrecarregar financeiramente os seus encarregados de educação. Estes alunos irão ser taxados sobre o seu rendimento, o que, para além de ser absurdo, é tirar o intuito a tais empregos.
Se falarmos de um aluno que ganha 600€, tem de pagar o aluguer do quarto e as contas da sua segunda casa, em média, isto será cerca de 300€. Juntando agora as viagens a casa e a alimentação, que estima-se ser cerca de 200€, acrescentando outras despesas ocasionais e gastos relativos aos estudos, pouco sobra, mas no fim de contas, ainda terá de juntar 60€ para o IRS.

Jéssica Costa

P.S.: De notar que os preços médios dependem da cidade de residência e da universidade escolhida

(http://www.comumonline.com/?p=230979)

 [artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]