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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Jovens nem-nem em Portugal

Em 2018, Portugal apresentou uma taxa de desemprego de 7%, considerada baixa comparativamente aos anos transatos, revelando um bom desempenho da economia nacional. No entanto, quando olhamos para um grupo específico de indivíduos, os jovens até aos 25 anos, constata-se que nesta faixa etária se mantêm algumas dificuldades em obter emprego fixo e bem remunerado. Na verdade, tem-se observado uma diminuição da taxa de desemprego jovem em Portugal e nesse mesmo ano atingiu os 20,6%, contudo ainda acima da média europeia, 20,2% (PORDATA). Estas taxas tão elevadas mostram a falta de preparação do mercado de trabalho para receber os jovens que procuram ativamente um emprego, todavia também se denota uma incompatibilidade entre as habilidades/ qualificações que as empresas procuram e as que eles oferecem. Aqui surge o problema dos jovens nem-nem, que não estudam nem trabalham.
Ainda durante este ano contaram-se 220 mil jovens, entre os 15 e os 34 anos de idade, que se encontram nesta situação de precariedade. Porém, em 2013, os indivíduos nem-nem eram o dobro. Assim, verificou-se que não só a recuperação económica como a elevada emigração ajudaram nesta redução abrupta. Ao contrário do que se verifica no resto da Europa, grande parte dos jovens nem-nem portugueses não são inativos ou até preguiçosos, como comumente se crê. Pelo contrário, são indivíduos que estão efetivamente à procura de um trabalho, mas não o encontram, isto é, desempregados, segundo Lia Pappámikail. A psicóloga acrescenta, ainda, que as pessoas com poucas qualificações são mais prováveis a tornarem-se NEEF (termo inglês - Not in Education, Employment or Training).
Relativamente ao contexto Europeu, verificou-se que, em média, 16,5% dos jovens estavam nesta situação. Portugal encontra-se na nona posição, com 11,9%, sendo que, comparativamente com os restantes países, não se encontrava numa má situação pois no topo da tabela encontravam-se países como a Itália e a Grécia, que apresentam economias similares à portuguesa, com taxas acimas dos 20%. Assume-se assim que a Europa, em geral, está a passar por um período difícil quanto ao emprego jovem, tendo em conta que 16 em cada 100 jovens são precários. O que se crê que, para ultrapassar esta dificuldade se necessita de reformular políticas laborais no sentido de incentivar o emprego jovem dentro das empresas, criando, por exemplo, benefícios fiscais.
Levantam-se agora duas questões: porque acha a sociedade que estes jovens são preguiçosos, desinteressados e sem objetivos de vida? Será esta designação minimamente justa? No meu ponto de vista, diria que a grande maioria destes indivíduos não serão assim tão indolentes como se crê. Pelo contrário, são pessoas que, numa fase inicial do desemprego, estariam motivadas para encontrar um emprego e que se terão candidatado a diversas vagas, mas que em algum momento se saturaram do sistema, das condições que lhes eram propostas ou até da falta de oportunidades… Diversos psicólogos afirmam que muitos nem-nem chegam a entrar em depressão por se sentirem um fracasso não só para eles próprios como para os que os rodeiam e lhes querem bem. Assim sendo, não acho que efetivamente o estereótipo criado seja justo. Não é justo criticar e menosprezar uma pessoa que, de facto, tenta melhorar a sua condição de vida mas as oportunidades lhe são vedadas.
Finalmente, gostaria ainda de acrescentar que, enquanto estudante universitária, o desemprego e o conceito de jovem nem-nem é-me assustador pois o investimento feito em educação é muito elevado e a procura de emprego está a chegar… Face a esta realidade, o importante mesmo é continuar a acreditar nas oportunidades e manter o foco no investimento pessoal.

Mariana Teixeira

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Jerome Powell, o futuro presidente da FED

         Em concordância com a antecipação gerada dos últimos dias, o novo sucessor ao cargo de presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (FED) é o republicano Jerome Powell. Como presidente dos Estados Unidos, coube a Donald Trump a nomeação da pessoa que irá controlar a política monetária de uma das maiores economias do mundo no futuro próximo.
         Powell era membro do Conselho de Governadores do banco norte-americano desde 2012, durante o mandato do ex-presidente Barack Obama. A sua vasta experiência no setor financeiro e, muito provavelmente, por se tratar de um republicano enraizado, foram os motivos apontados para a sua nomeação. A sua antecessora e atual presidente, Janet Yellen, cujo mandato irá terminar no início de 2018, pertencia à lista de candidatos considerados por Donald Trump. No entanto, o ambiente entre Trump e Yellen já se tinha deteriorado desde os tempos de campanha eleitoral pela presidência dos Estados Unidos. Nessa altura, a atual presidente da FED havia afirmado que a vitória de Trump traria consigo instabilidade nos mercados financeiros. Terá sido devido às muitas críticas feitas por Yellen que Trump, mesmo reconhecendo o trabalho realizado até ao momento, preferiu para o cargo alguém mais próximo do seu grupo partidário.
         Existem dois grupos ideológicos predominantes no âmbito da política monetária: ou se promove o crescimento do emprego mantendo as taxas de juro em níveis baixos; ou mantêm-se juros mais altos para controlar a inflação. Enquanto que Yellen é tida como pertencente ao primeiro grupo, por ser apologista de medidas de estímulo à economia, Jerome Powell mantém-se numa perspetiva mais moderada. Ainda assim, sempre apoiou a recente política adotada pela FED, com Yellen no comando.
         Por oferecer uma perspetiva de continuidade, a nomeação de Jerome Powell indica que não haverá grandes mudanças na política da FED, o que, por sua vez, levará a que não haja grandes oscilações no mercado. Assim, os índices da bolsa deverão manter a tendência positiva dos últimos anos. Segundo o próprio, os próximos desafios virão com a reação dos mercados emergentes à subida das taxas de juro, alertando para o alto nível endividamento das empresas.  
         Apenas o tempo dirá o verdadeiro impacto que esta nomeação terá nos mercados. Nos últimos 40 anos, Jerome Powell é o primeiro presidente a FED que não é licenciado em Economia, para além de o seu percurso político já estar marcado por alguma oposição, recebida no momento em que fora confirmado como membro do Conselho de Governadores da FED.


João Manuel Delgado Afonso
Referências bibliográficas
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados//detalhe/mercados-vao-gostar--do-novo-lider-da-fed?ref=carla_pedro_BlocoArtigos
https://eco.pt/2017/11/02/quem-e-jerome-powell-o-novo-presidente-da-fed/

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Portugal coberto de cinzas

Alguns meses após a tragédia de Pedrógão Grande, um novo desastre abateu-se sobre Portugal. Dia 15 de Outubro de 2017 vai ser lembrado como o dia record: 500 fogos que vitimaram 42 pessoas, totalizando assim mais de uma centena de vítimas mortais no maior e mais desastroso verão dos últimos anos que o nosso país se lembra de ter vivido.
Portugal teve mais área ardida que a restante Europa, isso resulta não só de incapacidades na resposta, mas também da criminalidade e interesses obscuros que devem ser gravemente punidos sem qualquer piedade. Isso não pode passar impune! Castigos duros e exemplares devem ser aplicados, para se evitarem as mãos que propagam a morte de pessoas, de animais e de bens que contribuem para o nosso crescimento económico.
Com um discurso demolidor, Marcelo Rebelo de Sousa falou ao país sobre a mais recente tragédia causada pelos incêndios, que ocorreu três dias após a divulgação do relatório de Pedrógão Grande. Ao citar as mais de cem pessoas mortas em menos de quatro meses em fogos florestais, mostrou diferença face ao discurso frio que António Costa tinha feito no dia anterior, onde lhe faltou emoção para com as famílias e a comunidade que sentiram na pele as consequências drásticas destas tragédias. Marcelo mostrou um lado impiedoso na reprimenda pública ao atual Governo, o qual, nesta legislatura, já apoiou por várias vezes. No discurso que fez, fez questão de exibir um poder impiedoso, sustentado pela grande popularidade que os portugueses lhe concedem, onde assinalou que a culpa não podia morrer solteira e alguém teria de ser responsabilizado pelas tragédias deste verão que tanto custou a passar.
         A atual ex-ministra da administração interna, Constança Urbana de Sousa, que a meu ver não tinha condições ou credibilidade para continuar no cargo que ocupava, pela falta de confiança que demonstrava sempre que falava à população, estava a prejudicar a imagem de um Executivo que a generalidade dos portugueses tem apreciado. A crise reputacional atingiu um Governo que tem mostrado bons resultados, mas, de facto, não se compreende que não tenha sido possível, ao fim destes meses todos, aproveitar esta oportunidade para dizer o que ia ser feito, o que me leva a pensar que nada ia ser feito. Basta ver-se a proposta de Orçamento do Estado. Prevê alguma coisa para mudar tudo? Não, aliás, basta vermos quantas vezes a palavra “incêndio” surge num documento de 276 páginas.
         No entanto, nem tudo são más notícias para António Costa. O anúncio feito pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, no Parlamento Europeu, afirma que as despesas que Portugal tiver com os incêndios não serão tidas em conta quando a Comissão Europeia avaliar o cumprimento das metas do défice
Apesar de ser o momento mais difícil que enfrenta, resta ao nosso Primeiro-Ministro, um político astuto, recuperar a solidez da sua liderança.

Carla Susana Peixoto Teixeira 

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Actions Encouraging Entrepreneurship in Lithuania and European Countries

The term entrepreneurship is commonly used to describe the starting of new organizations or businesses. It is a extremely important factor in each country because it helps to deal with many economic issues (e.g., unemployment). I believe that there are many ways how entrepreneurship is being promoted in Lithuania.
It is noticeable that it was created a new type of business called “small partnership” in 2012, in Lithuania. This leads to the idea that this kind of business specie was made by seeking to promote entrepreneurship in the country. It is the reason why there were made so convenient conditions to create your own company. For instance, a person who wants to start his own business does not need to have the initial capital. From this, it means that there are more people who can use this opportunity. Also it is applied a limited property liability. As a result of this, it reduces the risk taken by starting a business.
Another significant point to be made is that it was a great opportunity to manage with the crisis (in 2008-2012) and specially dealing with the unemployement issue. Regarding to the data based on Eurostat, unemployment in Lithuania has decreased from 14% to 11.4% from 2012 January to 2016 January. “Small partnership” was one of the instruments which helped to reduce it.
Furthermore, another way to promote entrepreneurship in Lithuania is preferential loans. For people who want to start their own business, interest rates of taking a loan were made lower. One of the conditions for taking this kind of loan is for financing the investments or working capital. The highest amount of money a person can lend is 25 000 euros. The interest rates are from 5.5% to 9.5%. This idea was created by Lithuanian Labor Exchange. Its aim was to create better conditions for small companies to start their own business. In fact, there were also made courses which main goal was to teach people how to manage a company. Despite of this, there was also made available the opportunity to attend private consultations, which help to create business plans.
Other European countries promote entrepreneurship in a similar way. For example, in Germany are provided financial supports to promote entrepreneurship. In this case, there is an amount of money which is given to a person to start his own business. This kind of tool is commonly called of “start-up” and it is important for the whole country’s macroeconomic indicators because it can help to extend the market and raise the export level of the country, although there is still a huge amount of people in Germany who do not prefer to have their own business. Just under 50% of Germans (according to the data of Global Entrepreneurship Monitor) agreed that starting a business was an attractive idea. In comparison, in Poland it is 68%, France 65% and in Netherlands 79%.
Another way to induce entrepreneurship is promoting cooperation between researchers and the private sector. This idea is being used in Netherlands. The government is working with the knowledge institutions and private sector to improve public-private partnerships.
On the other hand, there are also plenty of reasons why it is still hard to start your own business. There is always a probability that you can be not successful in the chosen area and go bankrupt. Another significant point to be made is that there are very big taxes in Lithuania. They are applied to the companies which want to end their business. That is the reason why people are not so excited to create their own firms in Lithuania.
To sum everything which was said up, entrepreneurship is important for country’s development. In my opinion, there is a huge amount of ways how it can be and is being promoted in Lithuania and other European countries.

Ugne Stankeviciute

References:
1.     Algimantas Misiūnas (2016). Entrepreneurship Impact to Economical Indicators. Interact: http://www.stat.gov.lt
2.     Lithuanian Republic Finance Ministry (2012). Interact: http://www.esparama.lt/verslumo-skatinimo-priemone
3.     Data of unemployment in Lithuania. Interact: http://ec.europa.eu/eurostat/web/main
4.     Data of Global Entrepreneurship Monitor. Interact: http://www.gemconsortium.org
5.     Netherlands Government (2014). Enterprise and Innovation. Interact: https://www.government.nl/topics/enterprise-and-innovation/contents/the-government-supports-entrepreneurs

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A (in)coerência das políticas para combater o Desemprego

O debate económico sobre o desemprego assenta numa lógica de carácter social, porém, sob um ponto de vista meramente económico, e seguindo a teoria shumpteriana, este pode ser considerado um “mal necessário”, isto é, para que haja equilíbrio na economia deve haver uma taxa natural de desemprego, uma vez que existe um processo de criação e destruição incessante de postos de trabalho. Neste momento, o desemprego em Portugal ultrapassa em larga escala os seus valores tidos como “desejáveis”, situando-se nos 16%. 
A grande questão é: será este valor uma consequência meramente cíclica, resuldado do período de recessão que atravessamos, ou será o gradual aumento sentido um fenómeno estrutural? Embora a desculpa preferida da classe política seja o ciclo económico, estudos macroeconómicos revelam que a taxa natural de desemprego tem sentido um acentuado e contínuo aumento desde a recessão de 2003. Com a crise financeira, o desemprego continuou a aumentar, e, aí sim, impulsionado também pelo abrandamento da economia mundial. 
Como possível solução surgem as designadas políticas passivas do mercado de trabalho, que tendem a proteger a perda de rendimentos do trabalhador enquanto estiver desempregado, e se centram, sobretudo, no subsídio de desemprego. Uma maior protecção dos rendimentos traduz-se numa consensual redução de probabilidade de transição entre o desemprego e o emprego, uma vez que o custo de estar desempregado diminui. Estas medidas podem resultar num aumento do desemprego estrutural, uma armadilha de dífícil libertação, criada em grande parte pelos longos períodos subsidiados pelo Estado, que ao aumentarem a duração do desemprego levam a uma perda de capacidades, de ligação com a rede de contactos profissionais e uma desactualização da formação.
Por outro lado, as políticas activas pretendem acelerar a transição do desemprego para o emprego. Os exemplos do Impulso Jovem ou do Estímulo 2012 assentam claramente nesta lógica, uma vez que se propõe que jovens recém-graduados sejam empregados a um custo muito menor – a empresa apenas paga uma pequena parte do seu salário, sendo o restante da responsablidade do Estado. Para todos os que se encontram nesta posição, há claramente um incentivo à empregabilidade, mas se realmente pensarmos nas consequências que daqui podem advir para todos os outros desempregados, na sua maioria mais velhos e, provavelmente, sem emprego há mais tempo, a análise é bem mais negativa, uma vez que se está a diminuir a empregabilidade de sectores numa situação que só por si já é preocupante. 
Questiono-me se estes programas serão a aposta certa no momento que atravessamos. É um facto que o desemprego jovem ultrapassa já os 20%, e que é extremamente difícil iniciar a carreira profissional depois dos estudos, uma falta de estabilidade que pode trazer consequências negativas numa posterior inserção no mercado de trabalho. Não obstante, é também um facto que o desemprego jovem sempre foi mais elevado do que o dos grupos etários mais maduros, e a crise não veio alterar esta relação. Se tivermos em conta os dados de 1998, deparamo-nos com uma taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos de 12,9%, ao passo que no grupo etário dos 35 aos 44 era de apenas 4,9%. Passados dez anos, em 2008, as taxas médias de desemprego passaram a 20,5% e 8,7%, respectivamente, o que significa que não houve alterações significativas em termos relativos, mas, na realidade, houve um aumento de 60% para os mais novos, e de 77% na taxa de desemprego dos mais velhos. 
O primeiro passo para a resolução do problema será, na verdade, descobrir a sua origem, caso contrário, subsidiá-lo ou aplicar-lhe as mais diversas medidas terá um efeito nulo, na melhor das hipóteses. Não partir de estigmas e preconceitos e avaliar realmente o cerne da questão é essencial, e se tal não acontecer, continuaremos a caminhar sem rumo definido, e com a solução longínqua, sempre à custa da espécie cada vez mais rara, o contribuinte português.

Joana Barros

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

The energy sector in Bulgaria

The energy sector is basic component in each economy. Oil, natural gas and electricity are crucial for economic growing. Economic and social well-being depends on safe, affordable and reliable energy supplies. Therefore, energy security is not only a matter of economic but also of national security.
Bulgaria has a strategic geographic location and because of that is faced with complex dilemmas. On the one hand, it is involved in the controversial energy geopolitics of Eurasia, on the other hand, as a member-state of the European Union, is obliged to pursue ambitious regulations, energy efficiency and climate changes within the fragmented and complex energy policy. Such a position is a complex challenge, but also revealed many opportunities for the government. Bulgaria is a member of the "Energy Community ", which aims to promote regional cooperation in the Balkans and the Black Sea, but is marked by geopolitical issues, such as negotiations Turkey's membership in the EU and the aggressive energy strategy of Russia towards the EU.

The energy market 
Bulgaria imports about 75% of its primary energy sources (oil, gas, nuclear, coal) from Russia. Bulgaria's energy markets remain highly monopolized in all levels. Prices are adjusted on the basis of reference values ​​or formulas, which indicates a very low level of competition in the energy sector. The Russian gas is imported by an  layout through Ukraine.  Moreover, the country relies entirely on import of nuclear fuel from Russia, although nuclear power, according to a method of Eurostat, should be considered a local energy source. 
Final user prices of energy Bulgaria remain among the lowest in Europe. If are compared based on market exchange rates, the price of electricity was 4.7 EUR kWh in 2011, however, based on PPS (Purchasing Power Standard), gas in Bulgaria is among the most expensive in the EU and the price of electricity is near the top. The price of gas for domestic use in Bulgaria was the highest in terms of purchasing power (10.1 PPS 100 kW / h) during the second half of 2011, according to EU statistics office Eurostat. Consumer prices for gas and electricity energy are determined by the national regulator. The regulated electricity market companies often have to sell at prices below costs. The loss is partially offset by higher prices on the open market, but  most part of the electrical energy is sold on the regulated market.

Strategy 20-20-20
The national energy strategy to 2020 reflects the political vision of the government for European development of Bulgaria, consistent with current European framework for energy policy and global developments in energy technology. The  priority directions of European energy policy are:
1 ) Neutralizing the negative impacts on climate;
2 ) Reduce the energy intensity of the economy and increasing energy efficiency, including energy independent buildings;
3 ) Limiting the dependence of the European Union (EU) on imported energy resources;
4 ) Promote economic growth and employment thereby to secure safe and affordable energy to consumers.
These priorities are unattainable without a developed internal energy market. Sustainable energy development is pivotal to energy policy and achievement is linked to long-term quantitative targets for 2020 :
-  20 percent reduction in greenhouse gas emissions compared to 1990;
-  20 percent share of renewable energy in the total energy mix to 10 percent share of renewable energy in transport;
-  Improving energy efficiency by 20%.
Energy Strategy will address the key challenges the Bulgarian energy sector faces at present, namely:
1 ) High energy intensity on GDP: despite the positive trend to improve, the energy intensity of the national GDP is 89% more higher than the EU average ( taking into account the purchasing power parity ability);
2 ) The high dependence on imported energy resources: Bulgaria provides 75% of total consumption from imports. Dependence on natural gas crude oil and nuclear fuel is virtually complete and is traditionally sided orientated to the Russian Federation;
3 ) The need for environmentally sound development: the world is facing challenges of climate change, influenced by the increase in volume of greenhouse gases.

Energy efficiency
Bulgaria has consistently ranked as the most energy-intensive economy in the EU - as measured by "gross inland energy consumption / GDP ratio". Some analysts want to reduce the figures provided by Eurostat presumption that official GDP is not responsible for the large share of the shadow economy (estimates suggest that informal economy could amount to 30%). However, even if this adjustment is applied Bulgarian energy consumption would still be quite higher than the average in the EU-27. Energy consumption Bulgaria is influenced mainly by the industrial sector, especially energy-intensive sectors such as metallurgy and energy sector itself.
Bulgaria improves energy efficiency on a higher rate than that of the EU-27, and if sustained it will enable the country to reaches the defined EU target of 20% reduction by 2020. Historically, GDP growth is ahead of growth in demand for energy and hence decreased energy intensity. Energy intensity of industry-manufacturing sector rises after drop during the period 1997 - 2002. Inefficient use of energy, especially in the energy sector, where transmission losses are significant, indicate the reason for that - industrial energy intensity in Bulgaria remains 40% higher than the EU average.

Conclusion
Despite of the good strategies outlined by the government for the future development of the energy sector, they are far from realization. There is lack of political willingness for positive change. The existence of large corruption schemes at all levels undermine public confidence. Society has lost trust and faith in the management of energy companies and the oversight exercised by the government on the energy sector.

Teodora Machkanova

Bibliography:
http://epp.eurostat.ec.europa.eu

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho] 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Shadow economy, Tax Evasion and Corruption

«Caros Colegas, 
Venho por este meio informar da realização do próximo seminário NIPE: 
18 de Setembro 2013 (Sala de Executivos (EEG) - 13h30), apresentado por Friedrich Schneider (Johannes Kepler University of Linz) - 
Mais informação sobre os Seminários NIPE em: 

Cumprimentos, 
Dina Guimarães 
_____________________________________ 
Núcleo de Investigação em Políticas Económicas 
Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho
Tel: (NIPE) 253 604 517 
Fax: (EEG) 253 601 380» 

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, 10 de março de 2011

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Formulate and stamp indelibly on your mind…"

"Formulate and stamp indelibly on your mind a mental picture of yourself as succeeding. Hold this picture tenaciously. Never permit it to fade. Your mind will seek to develop the picture."

Norman Vincent Peale

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 29, Issue 586- 2009, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

“Regional Measures of Human Capital in the European Union”

“The accumulation of the human capital stock plays a key role to explain the macroeconomic performance across regions. However, despite the strong theoretical support for this claim, empirical evidence has been not very convincing, probably because of the low quality of the data. This paper provides a robustness analysis of alternative measures of human capital available at the level of EU NUTS1 and NUTS2 regions. In addition to the univariate measures, composite indicators based on different construction principles are proposed. The analysis shows a significant impact of construction techniques on the quality of indicators. While composite indicators and labour income measures point to the same direction of impact, their correlation is not overwhelmingly high. Moreover, popular indicators should be applied with caution. Although schooling and human resources in science and technology explain some part of the regional human capital stock, they cannot explain the bulk of the experience.”

Christian Dreger
Georg Erber
Daniela Glocker

Date: 2008
Keywords: Human capital indicators, SOEP, regional growth
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:diw:diwsop:diw_sp137&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)