Hoje em dia, as
exportações representam um fator muito importante no crescimento da economia
portuguesa. A prova disso é que em 2016 as exportações representaram 1,2% (em
volume representaram 79,6%) do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em
contrapartida, o contributo da procura interna foi apenas de 0,3% (em volume
representou 20,4%), tendo em conta que o PIB em 2016 cresceu 1,54%.
Mas nem sempre foi
assim. Há 20 anos, a economia portuguesa crescia à custa da procura interna,
sendo que esta representava 76,1% do crescimento do PIB e as exportações
representavam apenas 23,9%, valores estes em volume, segundo o estudo “Economia
Portuguesa: duas décadas de transformação”. Ou seja, num período de 20 anos
houve uma reviravolta no que diz respeito à balança comercial, pois esta
regista todo o valor de bens e serviços que são vendidos e comprados por um
determinado país, ou seja, é a diferença entre as exportações e as importações.
Assim, em 1996, a balança comercial, em percentagem do PIB, era de -7,6%,
enquanto que, em 2016, esta representou 2,2%, o que significa que entre 1996 e
2016 a balança comercial passou de deficitária a superavitária, pois as
exportações são superiores às importações.
Ao longo das décadas a
exportação de bens e serviços veio a ganhar importância, pois se em 1996 o seu
peso no PIB era de apenas 18,6%, em 2016 foi de 40,2%, e prevê-se que em 2021 o
peso das exportações seja de 50%.
Na minha opinião, esta
transferência da procura interna para a procura externa é muito positiva, pois,
para além de fazer crescer a nossa economia e tornar a balança comercial
positiva, mostra que os produtos e serviços portugueses estão a conquistar o
mundo pela sua qualidade.
O que contribuiu para
este crescimento? Houve diversificação nas exportações? O que teve maior
importância, bens ou serviços? Muitas são as notícias sobre os produtos
portugueses em que nelas é sempre destacada a qualidade das matérias-primas e o
resultado final com um design e uma
qualidade inigualável, por exemplo, os sapatos. Os bens exportados diversificaram-se
ao longo dos anos. No último ano, houve um aumento na exportação de produtos
agro-alimentares, de plásticos e borracha, metais e mobiliário. Estes produtos
destacaram-se porque antes não eram exportados com muita frequência e, claro,
nunca nos podemos esquecer de produtos como têxteis, vestuário, couro e calçado,
máquinas e aparelhos, veículos e os outros equipamentos de transporte, pois são
bens que Portugal exporta desde há muito tempo e continua a exportar, e a ter
muitos bons resultados com estas exportações, mas, com o passar das épocas, as
suas exportações diversificaram-se.
Em suma, em 2016 a taxa
de exportação de bens foi de 71,6%, mas não foi a taxa de exportação de bens que
surpreendeu em 2016 mas sim a taxa de serviços exportados. Esta foi de 28,4%.
Na minha opinião, este comportamento da taxa de serviços exportados era
expectável, pois ao longo do ano passado pudemos observar um aumento,
significativo, do número de turistas em Portugal, ou seja, podemos apontar este
crescimento ao turismo.
O turismo em Portugal
tem sido um fenómeno que tem ajudado a fazer crescer o nosso país. Portugal é
procurado por diversas razões, como a segurança que ele transmite por ser um
país pequenino e escondido no seu cantinho, também pelas paisagens maravilhosas
que tem, pela gastronomia e pelos produtos nacionais de qualidade é
inigualável.
Entre 1996 e 2016,
Portugal conseguiu aumentar as suas exportações de serviços em 5,6%. Em suma, em
termos percentuais a exportação de bens teve um peso maior, mas este peso já
era comum, mas foi o aumento das exportações de serviços que teve uma maior
influência no crescimento do PIB em 2016.
Relativamente a 2017, muitas
têm sido as notícias acerca do crescimento das exportações e também das
importações, porém, na minha opinião, ainda não há dados suficientes para fazer
uma conclusão. A esperança é que este ano o crescimento seja tão ou melhor do
que o do ano passado.
Mª
Leonor Sousa
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
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