domingo, 10 de janeiro de 2010

O desenvolvimento do capitalismo na Rússia

Um grande marco da História da Humanidade ocorreu com a vitória da revolução socialista em Outubro de 1917, facto que permitiu a composição do primeiro Estado de operários e camponeses na URSS.
É por revoltas como esta que hoje em dia podemos dizer que somos cidadãos de plenos direitos e deveres. Porque houve países que tentaram mudar a sociedade, somos hoje livres: todos nós temos direito ao voto; ensino e saúde gratuitos; salários iguais para trabalhos iguais; direito à greve e à manifestação; liberdade política e sindical; segurança social; etc.
No entanto, com a separação da URSS e a desintegração dos regimes existentes no Leste da Europa, a luta pelo socialismo teve consequências inestimáveis.
Em 2006, o Partido Comunista da Federação Russa divulgou um relatório onde revela algumas das consequências dos 15 anos de capitalismo no país, reconhecendo grandes recuos sociais quando comparado com a ex-URSS.
O salário real era duas vezes inferior ao praticado em 1990, as reformas duas vezes e meia, e as bolsas escolares sete vezes menores. O PIB do país desceu um terço e as importações de produtos alimentares diminuíram para metade, como consequência do encerramento de cerca de 70 mil unidades industriais e do abandono de aproximadamente 35 milhões de hectares de terras.
O consumo de calorias por indivíduo desceu para um terço e o consumo de leite é duas vezes menor. Como tal, os russos apresentam piorias no seu estado de saúde: em média, medem menos 1,5 cm; uma grande percentagem de jovens apresenta sinais de desnutrição; e a população total desceu para os 12 milhões. A esperança média de vida diminuiu 10 anos.
A população da Rússia apresenta 25% de desemprego. Em Moscovo, a discrepância entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres é de 41 para 1, enquanto em 1990 era de 4 para 1. O número de crianças na escola reduziu 25%, e cerca de 4 milhões de menores vivem nas ruas.
Como é possível verificar, nestes países, as transformações a nível económico, social e cultural foram drásticas.

Raquel Costa
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

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