segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Exportação … uma solução

Já todos sabemos que os quatro anos que aí se aproximam serão tempos difíceis: Portugal terá um trabalho árduo. Esse trabalho é de tornar o nosso país um país viável.  Portugal só escapará ao desespero visível na Grécia se fizer o trabalho de casa que tem de fazer, provar que é um país com competência para honrar os seus compromissos e para garantir o seu futuro. Deverá ser esse o centro da nossa atenção e determinação.
 A entrada do FMI em Portugal tornou as escolhas dos cidadãos muito mais restritas, onde se baseiam no imposto no acordo de resgate, o que, de facto, coloca a democracia em sérios riscos. Das duas, uma: ou cumprimos e salvamos o país, a nossa liberdade e soberania, ou não cumprimos e é o caos. Não há mais opções, mas existem ainda algumas escolhas que temos e podemos tomar. É que cumprir significa também transformações importantes no país, aquelas que sempre adiamos por cobardia política e descuido na causa pública. O objetivo de um governo é governar de acordo com o seu programa e na defesa dos interesses de Portugal,  e não ganhar as eleições seguintes!
Uma economia só será forte e competitiva se for capaz de produzir bem, de forma eficiente, usufruindo dos recursos que é capaz de movimentar. A única forma é sermos mais competitivos como país, aumentando a componente exportadora. A boa notícia é que, nos últimos tempos, tem havido um aumento das exportações que se mantêm a um ritmo de desenvolvimento acima das expectativas. Não só têm crescido, como se têm traduzido na conquista de novos mercados.
Sendo esta uma evolução favorável, há que haver engenho para garantir a sua sustentabilidade e ter em consideração os seus impactos na economia portuguesa, sobretudo no curto prazo e emprego, por um lado, e para o potencial de crescimento a longo prazo.
O ouro foi um dos elementos que motivaram o crescimento das exportações nos primeiros 7 meses deste ano, representando 8,3% do total de exportações, revela fonte INE. Não menos importante, é o caso dos combustíveis, o que sucede quer do lado das exportações quer do lado das importações.
Porém, o mais curioso, é o facto de a contribuição para a melhoria das contas externas, comparando Janeiro a Março de 2012 com o mesmo período de 2011, ter origem em variados sectores (metais comuns, máquinas, aparelhos, veículos, etc...), de acordo com as Estatísticas do Comércio Internacional disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estatística.
Não estar simplesmente dependente de um sector torna-se essencial para que este melhor desempenho exportador seja sustentado. A multiplicidade de sectores exportadores é conjuntamente relevante em termos de emprego.
É disso exemplo a ECCO, empresa de calçado dinamarquês, que irá investir em Portugal este ano com o objetivo de carácter exportador, criando deste modo novos postos de trabalho.
Dada a importância das exportações no crescimento da economia portuguesa, deveríamos então, incentivar a nossa a capacidade exportadora, reduzindo os custos do trabalho (contenção salarial, o incremento de eficiência de gestão e do trabalho, e a diminuição da comparticipação das empresas para a segurança social), e aumentando a qualidade dos nossos produtos e serviços.
Devemos tirar partido da crise que vivemos para inserir as transformações que nos têm impedido de atingir os níveis de desenvolvimento de que somos capazes. A exportação é um caminho para maior riqueza!
  
Marta Pereira 

[artigo de opinião desenvolvido no âmbito da unidade curricular “Economia Portuguesa e Europeia” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

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